A Solutec AM oferece soluções de engenharia industrial com ART CREA-AM, rastreabilidade técnica e conformidade com normas ABNT para indústrias no Polo Industrial de Manaus e em toda a Amazônia Legal.
A soldagem industrial representa uma atividade fundamental na cadeia produtiva global, sendo um pilar para a fabricação de componentes e estruturas em diversos setores. Sua aplicação abrange desde a construção civil pesada até a manufatura de precisão, exigindo alta performance e conformidade com padrões técnicos rigorosos. A integridade estrutural e a segurança operacional dependem diretamente da qualidade das juntas soldadas.
No contexto do Polo Industrial de Manaus (PIM), a soldagem industrial assume uma relevância estratégica, impulsionada pelo dinamismo de setores como o eletroeletrônico, de duas rodas e metalúrgico. Com um faturamento projetado em R$ 227 bilhões para 2025, o PIM demanda soluções de soldagem que aliem eficiência, tecnologia e estrita aderência às normas técnicas nacionais e internacionais. A complexidade dos produtos fabricados e a competitividade do mercado exigem excelência em cada etapa do processo.
A Solutec AM, sob a responsabilidade técnica da Eng. Aléxia Perrone (CREA-AM 36950AM), compreende a criticidade da soldagem de alta performance. Este artigo técnico detalha os processos, o arcabouço normativo da AWS e ASME, os requisitos de qualificação de procedimentos (WPS/PQR) e as metodologias de inspeção rigorosa. Nosso objetivo é fornecer uma visão abrangente sobre as melhores práticas para garantir a qualidade e a segurança das operações de soldagem no ambiente industrial amazônico.
1. O Arcabouço Normativo de Soldagem Industrial: AWS, ASME, ABNT NBR e NR
A soldagem industrial é intrinsecamente ligada a um robusto arcabouço normativo, que garante a segurança, a qualidade e a intercambialidade de produtos e estruturas. No Brasil, e especificamente no Polo Industrial de Manaus (PIM), a conformidade com normas nacionais e internacionais é imperativa. As principais referências incluem a American Welding Society (AWS), a American Society of Mechanical Engineers (ASME), a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT NBR) e as Normas Regulamentadoras (NR) do Ministério do Trabalho.
A AWS D1.1/D1.1M:2025 – Structural Welding Code – Steel é uma norma fundamental para requisitos de projeto, fabricação, qualificação e inspeção de estruturas soldadas em aços carbono e baixa liga. Ela abrange soldas de filete, de topo (CJP/PJP), tampão e rasgo, tanto para juntas pré-qualificadas quanto para aquelas qualificadas por ensaio. A edição 2025 introduz atualizações como a extensão do pré-aquecimento, que para espessuras abaixo de 38 mm deve ser no mínimo o dobro da espessura da peça a partir da junta.
Para espessuras iguais ou superiores a 38 mm, a extensão do pré-aquecimento deve ser igual à espessura, mas não inferior a 75 mm. A norma também ajusta a temperatura máxima do forno para carregamento de montagens para Tratamento Térmico Pós-Soldagem (PWHT) de 315 °C para 430 °C. Critérios de aceitação para ensaios visuais, como o comprimento acumulado de mordedura (undercut), foram revisados, limitando-o a 16% do comprimento da solda para soldas abaixo de 305 mm com profundidade superior a 1,6 mm.
A edição 2025 da AWS D1.1 também incorpora novos “Type D studs” feitos de barra deformada ASTM A706/A706M, Grade 60, exigindo ensaios de tração em torno de 517 MPa. Novas provisões LRFD (Load and Resistance Factor Design) foram adicionadas, incluindo a subcláusula 4.7 e a Tabela 4.3, que detalha a resistência disponível de juntas soldadas. No PIM, a AWS D1.1 é frequentemente adotada por fabricantes de estruturas para linhas de produção e suportes metálicos, especialmente para clientes internacionais.
A ASME Boiler and Pressure Vessel Code (BPVC) Section IX:2023 – Qualification Standard for Welding and Brazing Procedures é a referência global para qualificação de procedimentos de soldagem (WPS) e soldadores. Esta seção estabelece as variáveis essenciais, suplementares e não-essenciais que governam a qualificação. Ela é crucial para indústrias que fabricam vasos de pressão, caldeiras e tubulações de processo, garantindo a integridade e segurança desses equipamentos.
As normas da ABNT NBR complementam este arcabouço, adaptando requisitos internacionais à realidade brasileira. A ABNT NBR 8800:2008 – Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios utiliza a AWS D1.1 como referência para soldagem estrutural. A ABNT NBR 14842:2019 – Consumíveis para soldagem – Eletrodos revestidos de aço-carbono e aço de baixa liga é essencial para a especificação e controle de consumíveis.
Por fim, as Normas Regulamentadoras (NR) do Ministério do Trabalho são mandatórias para a segurança e saúde ocupacional. A NR-13 – Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos de Armazenamento estabelece requisitos para projeto, fabricação, inspeção e operação segura de equipamentos sob pressão. A NR-12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos é vital para a segurança de máquinas de solda automatizadas e robóticas, amplamente utilizadas no PIM.
2. Processos de Soldagem Industrial: SMAW, GMAW/MIG-MAG, GTAW/TIG, FCAW e SAW
A escolha do processo de soldagem é determinante para a qualidade, produtividade e custo de fabricação. No Polo Industrial de Manaus (PIM), a diversidade de produtos exige a aplicação de múltiplos processos, cada um com suas características e aplicações específicas. A compreensão dos parâmetros e das normas associadas a cada processo é fundamental para a performance de alta qualidade.
O processo SMAW (Shielded Metal Arc Welding), conhecido como soldagem por eletrodo revestido, é versátil e amplamente utilizado em manutenção e reparos. No PIM, ele é empregado na manutenção de estruturas metálicas, pipe-racks e suportes de equipamentos, utilizando eletrodos como o AWS E7018 (aço carbono, baixo hidrogênio) e o AWS E6010 (celulósico, alta penetração). O E7018, com resistência à tração mínima de 490 MPa, opera tipicamente com corrente de 90-135 A e tensão de arco de 20-26 V para diâmetros de 3,25 mm.
Para o eletrodo E6010 (3,25 mm), a corrente varia de 80-110 A e a tensão de arco de 22-28 V, sendo ideal para passes de raiz em tubulações de 4 a 24 polegadas com espessuras de 6 a 20 mm. Em aços inoxidáveis, o E308L-16/17 é comum, com correntes de 60-120 A. As normas aplicáveis incluem AWS A5.1/A5.1M:2012 para eletrodos de aço carbono e AWS A5.4/A5.4M:2012 para aço inoxidável, além da NBR 8800:2008 para estruturas e ASME Section IX:2023 para vasos e tubulações.
O GMAW (Gas Metal Arc Welding), ou MIG/MAG, é o processo dominante em linhas robotizadas no PIM, especialmente nos setores de duas rodas e eletroeletrônicos. Empresas como a Bajaj utilizam robôs MIG/MAG para cerca de 90% da soldagem de chassis de motocicletas. Este processo oferece alta produtividade e qualidade, sendo ideal para chapas finas e médias. Os gases de proteção variam: argônio puro ou misturas argônio-CO2 para MIG (alumínio, inox) e misturas argônio-CO2 ou CO2 puro para MAG (aço carbono).
Para aços carbono, o arame AWS ER70S-6 (diâmetro 0,9-1,2 mm) é comum, com correntes de 150-300 A e tensões de 20-30 V. A taxa de deposição pode atingir 2-5 kg/h. Em alumínio, o arame AWS ER4043 (diâmetro 1,0-1,2 mm) é usado com argônio puro, correntes de 100-250 A e tensões de 20-28 V. A norma AWS A5.18/A5.18M:2017 rege os consumíveis de aço carbono para GMAW.
O GTAW (Gas Tungsten Arc Welding), ou TIG, é conhecido pela alta qualidade e precisão, especialmente em materiais finos e ligas especiais. É utilizado no PIM para soldagem de tubulações de processo, instrumentos e componentes de alta responsabilidade em aço inoxidável e ligas de alumínio. A ausência de respingos e a excelente estética do cordão são vantagens. A corrente típica varia de 50-200 A, com tensão de arco de 10-18 V.
O gás de proteção mais comum é o argônio puro (99,99%), com vazões de 8-15 L/min. Eletrodos de tungstênio toriados (EWTh-2) ou lantaneados (EWLa-2) são empregados. A norma AWS A5.12/A5.12M:2009 especifica os eletrodos de tungstênio. A ASME Section IX:2023 é aplicável para qualificação de procedimentos TIG em vasos e tubulações.
O FCAW (Flux Cored Arc Welding), ou soldagem a arco com arame tubular, combina a produtividade do GMAW com a versatilidade do SMAW. É empregado em estruturas metálicas pesadas e em soldagem de campo onde a produtividade é crucial. Pode ser autoprotegido (sem gás externo) ou com gás. Arame AWS E71T-1 (com gás) ou E71T-GS (autoprotegido) são comuns. Correntes de 150-350 A e tensões de 22-32 V são típicas. A norma AWS A5.20/A5.20M:2010 rege os consumíveis FCAW.
Por fim, o SAW (Submerged Arc Welding), ou soldagem a arco submerso, é um processo de alta produtividade para soldas de topo e filete em chapas espessas. É utilizado em fabricação de vasos de pressão, tanques de armazenamento e estruturas de grande porte. A proteção do arco por um fluxo granular permite altas correntes (300-1000 A) e taxas de deposição de até 10-20 kg/h. Arame AWS EM12K e fluxo neutro são comuns. A AWS A5.17/A5.17M:2004 especifica os consumíveis SAW, e a ASME Section IX:2023 é aplicável para qualificação.
3. WPS e PQR: Qualificação de Procedimentos Conforme ASME Section IX e ISO 15614-1
A qualificação de procedimentos de soldagem é um requisito mandatório para garantir a integridade e a segurança das juntas soldadas em aplicações industriais. Os documentos WPS (Welding Procedure Specification) e PQR (Procedure Qualification Record) são a espinha dorsal desse processo, conforme estabelecido por normas como a ASME Section IX e a ISO 15614-1. A Solutec AM adere estritamente a esses padrões para todas as operações no Polo Industrial de Manaus (PIM).
A ASME Section IX:2023 (e a edição 2021, ainda amplamente utilizada) dedica seus Artigos I, II, III e IV à qualificação de soldagem. O WPS (QG-101, QW-200.1) é o documento que detalha os parâmetros e variáveis para a execução da soldagem em produção, servindo como uma instrução de trabalho. O PQR (QG-101, QW-200.2) é o registro dos valores exatos utilizados no cupom de qualificação, juntamente com os resultados dos ensaios mecânicos e não destrutivos que comprovam a adequação do procedimento.
A norma classifica as variáveis de soldagem em três categorias: essenciais (E), suplementares essenciais (S) e não-essenciais (N). As variáveis essenciais, como o número P (agrupamento de material de base – QW-403.11) ou o número F (agrupamento de consumível – QW-404.15), afetam diretamente as propriedades mecânicas da junta. Qualquer alteração fora da faixa qualificada para uma variável essencial exige a requalificação do WPS.
As variáveis suplementares essenciais são ativadas quando há requisitos de tenacidade, como ensaios de impacto Charpy, conforme exigido por códigos de aplicação como ASME VIII ou B31.3. Exemplos incluem a temperatura de interpasse ou o limite de energia de soldagem. As variáveis não-essenciais, como a geometria do chanfro (QW-402.x) ou a vazão de gás de proteção (QW-408.6), não afetam as propriedades mecânicas e podem ser alteradas no WPS sem requalificação, desde que documentadas.
A ISO 15614-1:2017 / Amd.1:2022 – “Specification and qualification of welding procedures for metallic materials – Welding procedure test – Part 1: Arc and gas welding of steels and arc welding of nickel and nickel alloys” – aborda a qualificação de procedimentos de forma similar, embora não use a mesma terminologia de "variáveis essenciais". Em vez disso, ela define faixas de qualificação para diversas variáveis, como espessura, tipo de material e processo. Qualquer desvio fora dessas faixas requer uma nova qualificação.
As faixas de qualificação por espessura são cruciais. Conforme a ASME Section IX, Tabela QW-451.1, um cupom de teste com espessura (T) de 20 mm pode qualificar soldas de 5 mm a 40 mm. Para espessuras de 3 mm a 10 mm, a qualificação se estende de 1,5 mm até 2T. Para tubos, a Tabela QW-452 estabelece faixas de diâmetro qualificado, por exemplo, um cupom de 150 mm qualifica diâmetros de 73 mm e maiores.
O processo de qualificação envolve a preparação do cupom de teste, a soldagem sob supervisão de um inspetor de soldagem qualificado (Nível 2 ou 3 SNQC/ABENDI), e a realização de ensaios destrutivos e não destrutivos. Os ensaios destrutivos incluem tração, dobramento e impacto Charpy, cujos resultados devem atender aos critérios de aceitação específicos da norma. Por exemplo, o ensaio de tração deve atingir a resistência mínima especificada para o material base.
A documentação completa do PQR, incluindo os resultados dos ensaios, é então utilizada para suportar um ou mais WPSs. A qualificação de procedimentos é um investimento que garante a repetibilidade e a confiabilidade das soldas em produção, minimizando falhas e retrabalhos. A Solutec AM possui um banco de dados de WPSs qualificados e expertise na elaboração e qualificação de novos procedimentos, adaptados às necessidades específicas das indústrias do PIM.
4. Ensaios Não Destrutivos em Juntas Soldadas: VT, PT, MT, RT, UT e PAUT
A inspeção rigorosa de juntas soldadas por meio de Ensaios Não Destrutivos (END) é um componente crítico para assegurar a qualidade e a segurança em soldagem industrial. No Polo Industrial de Manaus (PIM), a aplicação de END é fundamental para a conformidade com normas e para a prevenção de falhas em equipamentos e estruturas. A Solutec AM emprega uma gama completa de técnicas de END, com inspetores qualificados e aderência estrita às normas.
O Ensaio Visual (VT – Visual Testing) é a primeira e mais básica forma de inspeção, sendo aplicável a 100% das soldas. A ABNT NBR ISO 17637:2017 (harmonizada com ISO 17637:2016) define os requisitos, incluindo iluminação mínima de 350 lx (com recomendação de 500-1000 lx para detalhe) e uso de auxiliares como lupas e comparadores. No PIM, o VT verifica alinhamento, reforço de solda, mordeduras (undercut), porosidade superficial, trincas visíveis e respingos em tubulações, estruturas e componentes. A ASME B31.3:2022, cláusula 341.4.1, exige 100% de inspeção visual em soldas de tubulação antes e após a soldagem.
O Líquido Penetrante (PT – Penetrant Testing) é eficaz na detecção de descontinuidades superficiais, como trincas finas e porosidade aberta. A ASME Section V, Article 6 (edição 2023) e a ASTM E165/E165M-18 estabelecem os procedimentos, incluindo tipos de penetrante (fluorescente/visível), tempos de penetração (5-30 min típicos) e temperatura de ensaio (10-52 °C). No PIM, o PT é amplamente utilizado em soldas de ligas de alumínio, aços inoxidáveis austeníticos e em reparos localizados, como em bocais de vasos de pressão e suportes soldados.
O Partículas Magnéticas (MT – Magnetic Particle Testing) é empregado para detectar descontinuidades superficiais e sub-superficiais em materiais ferromagnéticos, como aços carbono e baixa liga. A ASTM E709-21 e a ASME Section V, Article 7 detalham as técnicas de magnetização (yoke, corrente indireta), intensidade de campo e uso de partículas (secas/molhadas, fluorescentes/visíveis). No PIM, o MT é comum em soldas de vasos de pressão, bocais, anéis de reforço e estruturas, sendo ideal para identificar trincas por fadiga.
A Radiografia Industrial (RT – Radiographic Testing) é um método volumétrico que detecta descontinuidades internas. A ASME Section V, Article 2 e a ABNT NBR 16030:2012 definem os critérios de qualificação de técnica, densidade de filme (1,8-4,0) e uso de IQI (Image Quality Indicator). A RT é essencial para soldas de topo em tubulações de alta criticidade, vasos de pressão e caldeiras, detectando porosidade, falta de fusão, falta de penetração e inclusões de escória. Em refinarias, ainda é o método mais comum para qualificação de soldas de topo de tubulação de processo.
O Ultrassom Convencional (UT – Ultrasonic Testing) é uma alternativa volumétrica à RT, especialmente em áreas com restrições radiológicas. A ABNT NBR 15820:2010 estabelece a calibração em blocos padrão (V1, V2), técnicas com ondas longitudinais e de cisalhamento. O UT é eficaz na detecção de descontinuidades planarizadas internas, como falta de fusão e trincas de raiz, em soldas de espessuras médias e altas (tipicamente acima de 8-10 mm).
O Ultrassom de Varredura por Fase (PAUT – Phased Array Ultrasonic Testing) representa uma evolução do UT convencional, oferecendo maior capacidade de detecção e caracterização de descontinuidades. O PAUT utiliza múltiplos elementos transdutores para direcionar e focar o feixe ultrassônico, permitindo varreduras complexas e a geração de imagens 2D ou 3D da junta soldada. Esta técnica é regida por normas como ASME Section V, Article 4, Appendix I e ISO 13588:2019. No PIM, o PAUT é aplicado em soldas de grande espessura e complexidade geométrica, como em vasos de pressão e tubulações de alta pressão, proporcionando maior confiabilidade e redução do tempo de inspeção em comparação com a RT.
5. Desafios Operacionais da Soldagem no Ambiente Amazônico
O ambiente amazônico, particularmente em Manaus, apresenta desafios operacionais únicos para a soldagem industrial, que devem ser cuidadosamente gerenciados para garantir a qualidade e a durabilidade das estruturas e equipamentos. O clima equatorial úmido e a alta corrosividade atmosférica exigem abordagens específicas em termos de controle de processo, seleção de materiais e proteção anticorrosiva.
Manaus é caracterizada por um clima equatorial úmido (Af – Köppen), com umidade relativa média anual típica de 80-88%. Estudos como o da DUNLOC (2024) e dados do INMET (Normais Climatológicas do Brasil 1991-2020) indicam que a umidade relativa média anual é de aproximadamente 84%, com picos frequentes acima de 90% durante a noite e início da manhã. Essa alta umidade impacta diretamente a soldagem, especialmente a manipulação de consumíveis.
A corrosividade atmosférica em Manaus é classificada como C4 alta / C5 para aço carbono descoberto, conforme a ISO 9223:2012 / ISO 9223:2020 – Corrosion of metals and alloys – Corrosivity of atmospheres. Estudos do IPT e relatórios ambientais de projetos industriais na Amazônia frequentemente apontam taxas de corrosão de 4-10 μm/ano para aço carbono sem proteção no primeiro ano, o que se enquadra na categoria C5 (4,2–8,4 μm/a). Isso exige a seleção de materiais mais resistentes à corrosão ou a aplicação de sistemas de proteção robustos, como pinturas de alto desempenho ou galvanização.
A alta umidade ambiente representa um desafio significativo para a soldagem com eletrodos revestidos de baixo hidrogênio, como o AWS E7018. A cobertura básica desses eletrodos é altamente higroscópica. Conforme a AWS A5.1/A5.1M:2012 e a AWS D1.1/D1.1M:2020, eletrodos de baixo hidrogênio (H4, H8, H16) devem ter seu teor de umidade controlado. Após algumas horas em ambiente com UR acima de 80%, o teor de hidrogênio difusível pode aumentar, elevando o risco de trincas por hidrogênio (Delayed Cracking).
Para mitigar esse risco, é mandatório o uso de estufas portáteis e fornos de resecagem. Eletrodos E7018 devem ser armazenados em estufas a temperaturas entre 100-150 °C após a abertura da embalagem original, e resecados em fornos a 350-400 °C por 1-2 horas caso excedam o tempo de exposição. A NBR 14842:2019 e normas corporativas como as da Petrobras (N-133, N-1710) detalham esses requisitos.
Outro desafio é a logística e o transporte de equipamentos e materiais para o PIM. A região amazônica, com sua vasta rede fluvial, impõe particularidades no manuseio e proteção de consumíveis e equipamentos de soldagem. A exposição a intempéries durante o transporte pode comprometer a integridade de materiais sensíveis à umidade e à corrosão.
A qualificação e retenção de mão de obra especializada em soldagem também é um desafio. A demanda por soldadores e inspetores certificados AWS/ASME IX e SNQC ABENDI é constante, e a formação contínua é essencial para manter o nível de excelência exigido pelas indústrias do PIM. A Solutec AM investe na capacitação de sua equipe para enfrentar esses desafios.
A geração de calor e a ventilação em ambientes fechados, como galpões industriais no PIM, requerem atenção especial. As altas temperaturas e a umidade podem afetar o conforto e a produtividade dos soldadores, exigindo sistemas de ventilação adequados e pausas programadas. O controle da temperatura de interpasse em soldas de materiais sensíveis, como aços inoxidáveis, é ainda mais crítico devido ao ambiente quente.
6. Responsabilidade Técnica, ART CREA-AM e Conformidade NR-13
A responsabilidade técnica em soldagem industrial é um pilar fundamental para a segurança e a conformidade legal das operações no Brasil, especialmente no Polo Industrial de Manaus (PIM). A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida pelo CREA-AM, em conjunto com a Lei nº 6.496/1977 e a Resolução CONFEA nº 1.094/2017, formaliza a participação de profissionais habilitados. A Eng. Aléxia Perrone (CREA-AM 36950AM) exemplifica o compromisso com essa responsabilidade.
A Lei nº 6.496/1977 instituiu a ART como documento obrigatório para a execução de obras e prestação de serviços de engenharia. Em soldagem industrial, isso abrange o projeto de juntas, a especificação de processos e consumíveis, a qualificação de procedimentos (WPS/PQR), a execução e supervisão de soldagem em estruturas metálicas, caldeiraria, tubulações e vasos de pressão. A inspeção e os ensaios não destrutivos (END) também requerem ART quando configuram serviço de engenharia.
A Resolução CONFEA nº 1.094/2017 detalha as atribuições dos profissionais do Sistema CONFEA/CREA. O engenheiro mecânico, enquadrado na Modalidade Industrial, possui competência para atuar em projetos mecânicos que envolvam junções permanentes, dimensionamento de juntas soldadas, planejamento e supervisão de processos de soldagem. Isso inclui a qualificação de procedimentos e soldadores, a aprovação de juntas com base em códigos como ASME, AWS e ABNT, e a adequação de equipamentos às Normas Regulamentadoras.
A Lei nº 5.194/1966, que regula o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo, estabelece que somente profissionais habilitados e registrados no CREA podem assumir responsabilidade técnica (Art. 6º). Ela prevê sanções disciplinares (Art. 73 a 75) para infrações como assumir responsabilidade sem competência ou permitir o uso indevido do registro profissional. A responsabilidade técnica é pessoal (Art. 15 e 16), implicando que o profissional responde civil, penal e administrativamente por falhas técnicas.
A conformidade com a NR-13 – Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos de Armazenamento é um requisito crítico no PIM. Esta norma exige que equipamentos sob pressão sejam projetados, fabricados, inspecionados e operados sob a responsabilidade de um Profissional Habilitado (PH), que geralmente é um engenheiro mecânico. A NR-13 estabelece requisitos para a qualificação de procedimentos de soldagem e soldadores, a inspeção de soldas, a emissão de laudos de integridade e a manutenção de um DataBook completo para cada equipamento.
O DataBook ou Memorial Técnico de soldagem é um conjunto de documentos que comprova a conformidade de um equipamento ou estrutura. Embora não haja uma única norma brasileira que o defina exaustivamente, ele é compilado a partir de requisitos de normas de projeto, fabricação e segurança. Um DataBook típico inclui: ART de projeto e fabricação, desenhos técnicos com detalhes de solda, WPSs e PQRs qualificados, certificados de consumíveis e materiais, certificados de qualificação de soldadores, relatórios de END, relatórios de tratamento térmico (se aplicável) e laudos de inspeção final.
No contexto do PIM, a Solutec AM assegura que todos os serviços de soldagem industrial sejam executados com a devida responsabilidade técnica, através da emissão de ARTs para cada etapa do processo. Isso garante não apenas a conformidade legal, mas também a rastreabilidade e a qualidade dos serviços prestados, protegendo os ativos e as operações dos clientes. A gestão documental rigorosa e a expertise em normas como ASME, AWS e NR-13 são diferenciais para a segurança e eficiência industrial na região.
Resposta Direta
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7. Por Que Confiar na Solutec AM para Soldagem Industrial no PIM
A soldagem industrial de alta performance no Polo Industrial de Manaus exige uma abordagem técnica e normativa rigorosa. A Solutec AM, sob a liderança da Eng. Aléxia Perrone (CREA-AM 36950AM), integra processos avançados, estrita aderência às normas AWS D1.1:2025, ASME Section IX:2023 e ABNT NBR, e um controle de qualidade exaustivo. Nossos procedimentos de qualificação de WPS e PQR garantem a robustez das juntas soldadas, atendendo aos mais elevados padrões da indústria.
Nossa equipe de soldadores é certificada conforme AWS e ASME IX, e todos os consumíveis, como eletrodos E7018, são controlados em estufas para mitigar os desafios da alta umidade amazônica. A inspeção de soldas é realizada por inspetores SNQC ABENDI qualificados, utilizando Ensaios Não Destrutivos como VT, PT, MT, RT, UT e PAUT. Esta combinação de expertise técnica, conformidade normativa e controle de processo assegura a integridade e a segurança operacional para as indústrias do PIM.
Como Reduzir Seus Riscos?
❌ Risco
Falta de ART: Serviços sem Anotação de Responsabilidade Técnica expõem o contratante a multas e irregularidades.
✅ Solução
A Solutec AM inclui ART em todas as propostas, emitida por engenheiros CREA-AM.
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Sem rastreabilidade: Ausência de documentação técnica impossibilita auditorias e manutenção preventiva.
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Dossiê técnico QA/QC digital com rastreabilidade completa por serviço executado.
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Material não certificado: Materiais sem certificação ABNT/ASTM comprometem a segurança e durabilidade das instalações.
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Utilizamos exclusivamente materiais certificados conforme normas ABNT e ASTM aplicáveis.
Perguntas Frequentes
Sobre engenharia industrial em Manaus
P:A Solutec AM atende fora de Manaus?
Sim. A Solutec AM atende toda a Amazônia Legal, incluindo Itacoatiara, Parintins, Tefé, Coari, Tabatinga, Humaitá e Porto Velho, com mobilização em até 48 horas após aprovação técnica.
P:Todos os serviços da Solutec AM incluem ART?
Sim. Todos os serviços executados pela Solutec AM incluem Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por engenheiros registrados no CREA-AM, conforme Lei nº 6.496/1977.
P:O que é o dossiê técnico QA/QC da Solutec AM?
É um conjunto de documentos que comprova a qualidade e rastreabilidade de cada serviço: ART, memorial técnico, planilhas de campo, laudos de teste, registros fotográficos e relatório final assinado pelo engenheiro responsável.
Resumo Estratégico
Engenharia industrial na Amazônia Legal exige conformidade com ABNT NBR, ASTM e normas regulamentadoras NR, além de ART CREA-AM em todos os laudos. Rastreabilidade técnica e dossiê QA/QC são requisitos essenciais para licenciamento ambiental e segurança operacional no Polo Industrial de Manaus.
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📚 Referências Normativas e Técnicas
[1] Lei nº 6.496/1977 — Institui a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
[2] Resolução CONFEA nº 1.025/2009 — Regulamenta a ART
[3] ABNT NBR ISO 9001:2015 — Sistemas de gestão da qualidade
[4] NR-12 — Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos
⚖️ Compromissos Técnicos e Legais
Responsabilidade Técnica (ART): Todos os serviços executados pela Solutec AM são acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por engenheiros registrados no CREA-AM, conforme a Lei nº 6.496/1977 e Resolução CONFEA nº 1.025/2009.
Natureza Informativa: Este artigo tem caráter técnico-consultivo. A aplicação das soluções aqui descritas exige análise individual por engenheiro habilitado, com emissão de ART e projeto executivo adequado às condições específicas de cada obra.
Aléxia Perrone
Engenheira Mecânica
CREA-AM 36950AM · RNP nº 042226912-3
Especialista em construção, montagem e manutenção industrial, com atuação em paradas de manutenção programadas e emergenciais nos segmentos industrial, petroquímico, energético e de infraestrutura. Inspetora de dutos terrestres qualificada e especialista em processos de impermeabilização com geomembranas e geotêxteis. Técnica em Eletrônica Digital e Edificações, possui 9 anos de experiência em gestão da qualidade e de obras, fabricação, soldagem e integridade industrial, com foco em segurança, qualidade e desempenho operacional na região norte.
Engenharia industrial com ART CREA-AM, rastreabilidade técnica e conformidade com normas ABNT para indústrias no Polo Industrial de Manaus e em toda a Amazônia Legal.




