Termopares tipo K são o padrão para tratamento térmico de campo, operando com registradores digitais multicanais. A calibração é essencial, seguindo a ABNT NBR ISO/IEC 17025, garantindo rastreabilidade metrológica. A fixação e o monitoramento devem aderir às diretrizes da ASME PCC-2 Artigo 2.9 e AWS D10.10 para assegurar a conformidade e a qualidade do processo.
1. Tipos de Termopares e Aplicação em PWHT
Os termopares são sensores de temperatura cruciais em tratamentos térmicos, como o PWHT (Post-Weld Heat Treatment). A escolha do tipo correto é fundamental para a precisão e a eficácia do processo.
A norma IEC 60584-1:2013 e a ABNT NBR 14903:2002 definem os tipos e suas características. Para PWHT de campo, o tipo K é o mais comum, mas outros tipos também possuem aplicações específicas.
O termopar tipo K (Níquel-Cromo/Níquel-Alumínio) é amplamente empregado devido à sua robustez e custo-benefício. Sua faixa típica de operação em PWHT varia de 450 a 790 °C, ideal para aços carbono e de baixa liga.
Este tipo de termopar é adequado para atmosferas oxidantes e inertes, mas pode apresentar deriva em altas temperaturas ou em ambientes redutores. Sua resistência mecânica e boa sensibilidade o tornam uma escolha padrão na indústria.
O termopar tipo J (Ferro/Constantan) é utilizado em temperaturas de até 750 °C e é mais indicado para atmosferas redutoras. Contudo, ele é suscetível à oxidação do ferro em ambientes oxidantes, limitando sua aplicação em alguns cenários.
Para baixas temperaturas, o tipo T (Cobre/Constantan) é empregado, mas não é usual para PWHT de aços carbono/baixa liga, que exigem temperaturas superiores a 400 °C. Sua aplicação é mais comum em pré-aquecimentos leves ou criogenia.
O termopar tipo N (Nicrosil/Nisil) oferece maior estabilidade e menor deriva em altas temperaturas do que o tipo K. É preferível em aplicações que demandam alta repetibilidade e muitos ciclos de PWHT, resistindo melhor à oxidação.
Já os tipos S (Platina-10%Ródio/Platina) e R (Platina-13%Ródio/Platina) são termopares de metais nobres, com alta precisão e estabilidade. Devido ao seu custo, são geralmente usados como padrões de referência ou em aplicações críticas de calibração.
A escolha da classe de precisão, conforme a IEC 60584-1:2013, também é vital. Para o tipo K, a Classe 1 é geralmente suficiente para PWHT, onde a variação entre canais deve ser mantida dentro de ±14 °C.
2. Tabela Comparativa: Termopares por Aplicação
A seleção do termopar ideal para tratamento térmico de campo depende de diversos fatores, incluindo a faixa de temperatura, a precisão exigida e as condições ambientais. A tabela a seguir oferece um comparativo dos tipos mais comuns.
Esta comparação auxilia na tomada de decisão, considerando as vantagens e desvantagens de cada tipo em relação às especificidades do PWHT. A escolha correta minimiza erros e garante a conformidade com as normas.
É importante notar que as faixas de temperatura apresentadas são as máximas teóricas. Na prática, para PWHT, as temperaturas de operação são mais conservadoras, visando a longevidade e a precisão do sensor.
| Tipo | Faixa de Temperatura Típica (PWHT) | Precisão (Classe 1) | Isolação Comum | Aplicações e Observações |
|---|---|---|---|---|
| K | 450 a 790 °C | ±(1,5 °C ou 0,004·|t|) | Fibra de vidro, Cerâmica, MI | Padrão para PWHT, versátil, bom custo. |
| J | Até 750 °C | ±(1,5 °C ou 0,004·|t|) | Fibra de vidro, Cerâmica | Atmosferas redutoras, menos comum em PWHT. |
| N | 450 a 1000 °C | ±(1,5 °C ou 0,004·|t|) | Fibra de vidro, Cerâmica, MI | Maior estabilidade e resistência à deriva que o tipo K. |
| T | −270 a 400 °C | ±(0,5 °C ou 0,004·|t|) | PVC, Fibra de vidro | Baixas temperaturas, não adequado para PWHT. |
| S / R | 0 a 1750 °C | ±(1 °C ou 0,0015·|t|) | Cerâmica de alta pureza | Alta precisão, padrões de referência, aplicações críticas. |
3. Seleção do Termopar para PWHT Industrial
A seleção adequada do termopar é um passo crítico para o sucesso do PWHT industrial de campo. Ela impacta diretamente a precisão do controle de temperatura e a conformidade com as especificações do projeto.
Para a maioria das aplicações de PWHT em campo, o termopar tipo K é o padrão da indústria. Ele é ideal para as temperaturas típicas de 450 a 790 °C, utilizadas em aços carbono e de baixa liga.
A bitola do fio é outro fator importante. Termopares AWG 20 (aproximadamente 0,8 mm) oferecem maior robustez mecânica e vida útil. Já os AWG 24 (aproximadamente 0,5 mm) proporcionam uma resposta mais rápida, sendo frequentemente usados como sensores descartáveis.
A escolha da bitola depende do método de soldagem (capacitiva ou TIG) e da necessidade de resistência durante a instalação das mantas térmicas. A fragilidade dos fios mais finos exige maior cuidado no manuseio.
A isolação do termopar também é crucial. Para termopares soldados diretamente na peça em PWHT de campo, a isolação de fibra de vidro, sílica ou tecido cerâmico é comum, suportando temperaturas intermitentes de 800-900 °C.
Em situações que exigem maior proteção mecânica e estanqueidade, como inserção em furos ou poços, utiliza-se o cabo mineral isolado (MI). Este possui um tubo metálico com fios de termopar compactados em óxido de magnésio (MgO).
Para aplicações de alta estabilidade e uso intensivo, o termopar tipo N é recomendado. Ele apresenta menor deriva em múltiplos ciclos térmicos, especialmente em temperaturas mais elevadas, entre 800 e 1000 °C.
Em casos de alta precisão ou aplicações críticas, como verificação de ensaios de qualificação, os termopares tipos S ou R são empregados. Eles servem como padrões de referência, não como sensores descartáveis de rotina.
A conformidade com as especificações do cliente e as normas aplicáveis, como a AWS D10.10 e a ASME PCC-2 Artigo 2.9, deve guiar a seleção. A documentação do termopar, incluindo seu certificado de calibração, é indispensável.
4. Fixação por Solda Capacitiva (ASME PCC-2)
A fixação correta dos termopares é um pilar fundamental para a precisão do PWHT local. Métodos inadequados podem levar a leituras errôneas e comprometer a qualidade do tratamento térmico.
As diretrizes para a fixação são detalhadas em normas como a ASME PCC-2:2018, Artigo 2.9, e a AWS D10.10/D10.10M:2016. A Petrobras N-1859:2017 também aborda este tema em seus procedimentos.
O método mais comum e recomendado é a solda capacitiva por descarga. Nela, o termopar, geralmente tipo K ou J com fios nus, é fixado diretamente à superfície da peça por meio de um pino soldado.
É crucial que a lacuna entre a junta quente do termopar e a peça não exceda 6 mm, conforme as boas práticas. Isso garante um contato térmico eficiente e uma leitura representativa da temperatura da superfície.
Para evitar curtos-circuitos ou junções parasitas, os condutores do termopar não devem tocar partes metálicas adjacentes. A isolação e o cuidado na instalação são essenciais para a integridade do sinal.
Após a fixação, uma camada de massa refratária ou de alta temperatura deve ser aplicada sobre a junta. Isso protege o termopar contra danos mecânicos e o contato direto com os elementos de aquecimento.
5. Registradores Digitais Multi-Canal
Os registradores digitais multicanais são ferramentas indispensáveis no tratamento térmico de campo, garantindo a coleta de dados, o monitoramento em tempo real e a rastreabilidade completa do processo.
Esses equipamentos são projetados para lidar com múltiplos termopares simultaneamente, oferecendo capacidades que variam de 12 a 36 canais, ou até mais, dependendo da complexidade da aplicação.
A resolução de temperatura é um aspecto crucial. Registradores com 0,1 °C de resolução são preferíveis para processos mais exigentes, enquanto 1 °C pode ser aceitável em aplicações menos críticas.
A taxa de amostragem, ou seja, a frequência com que as leituras são registradas, é tipicamente de 1 ponto por minuto em PWHT. Isso é adequado, pois os processos de aquecimento e resfriamento são lentos.
No entanto, alguns registradores permitem taxas de amostragem mais rápidas, como 1 amostra por segundo. Isso pode ser útil em pré-aquecimentos rápidos por indução, onde a dinâmica térmica é mais intensa.
A memória interna é vital para armazenar os dados de múltiplos trabalhos. A maioria dos registradores utiliza memória sólida (flash), que permite guardar um grande volume de informações de forma segura.
A exportação de dados é facilitada por portas USB, cartões SD ou conexões Ethernet. Isso permite a transferência dos registros para um computador, onde softwares específicos podem realizar análises detalhadas.
6. Calibração ISO/IEC 17025 e Rastreabilidade
A calibração de termopares e registradores é um requisito mandatório para assegurar a precisão das medições em PWHT. Ela garante que os instrumentos forneçam leituras confiáveis e rastreáveis.
A norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 estabelece os requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração. A calibração deve ser realizada por laboratórios acreditados por esta norma.
A rastreabilidade metrológica é crucial, vinculando as medições a padrões nacionais (INMETRO/RBC no Brasil) ou internacionais (NIST nos EUA). Isso assegura a validade e a comparabilidade dos resultados.
Os certificados de calibração devem ser completos, incluindo o método utilizado, as condições de ensaio, os resultados com a incerteza expandida (normalmente k=2) e a rastreabilidade dos padrões.
A frequência de calibração para registradores e padrões de termopares é geralmente anual. Contudo, uma calibração adicional é necessária após impactos, sobretemperaturas, reparos ou suspeita de erro.
Existem diferentes métodos de calibração. O método de ponto fixo, que utiliza células de fusão/solidificação de metais puros, oferece alta exatidão e é empregado para padrões de referência.
O método de comparação é o mais comum para registradores e cadeias completas de medição. Nele, o instrumento é comparado a um padrão de referência em um forno de bloco seco ou poço de calibração.
Banhos térmicos (óleo, sal fundido) são utilizados para calibrações em baixas e médias temperaturas, proporcionando excelente homogeneidade. Para termopares descartáveis de campo, a calibração individual não é usual.
Nesses casos, utiliza-se um lote com certificado de conformidade, e a precisão global depende da calibração do registrador e de sensores de referência. A validade do certificado não é fixada pela ISO/IEC 17025.
A responsabilidade de definir o intervalo de calibração é do usuário, baseando-se no histórico de deriva, severidade de uso e requisitos contratuais. Para óleo e gás, 12 meses é um padrão aceito.
7. Erros Comuns e Prevenção (Polaridade, Junta Fria)
A precisão das medições de temperatura em PWHT pode ser comprometida por erros comuns, que devem ser identificados e prevenidos. A atenção a detalhes na instalação e configuração é vital.
Um dos erros mais frequentes é a inversão de polaridade do termopar. Isso ocorre quando os fios positivo e negativo são conectados incorretamente ao registrador, resultando em leituras invertidas ou errôneas.
Para prevenir este erro, é essencial verificar a identificação dos fios do termopar (cores padronizadas) e as conexões no registrador. Uma checagem visual e um teste de continuidade podem confirmar a polaridade correta.
Outro erro significativo é o tratamento inadequado da junta fria. A junta fria é a conexão entre o termopar e o cabo de extensão ou o registrador, e sua temperatura deve ser compensada para uma leitura precisa.
A maioria dos registradores modernos possui compensação automática da junta fria (CJC). No entanto, é fundamental garantir que o registrador esteja em um ambiente de temperatura estável e que a compensação esteja ativada e funcionando corretamente.
A formação de junções parasitas é outro problema. Isso acontece quando os fios do termopar ou do cabo de extensão entram em contato com outros metais, criando pontos de medição adicionais e introduzindo erros nas leituras.
8. Documentação: Curva e PWHT Report
A documentação completa e precisa do processo de PWHT é tão crucial quanto a execução do tratamento térmico em si. Ela serve como prova de conformidade e rastreabilidade para auditorias e registros.
O principal documento gerado é o PWHT Report, que consolida todas as informações relevantes do tratamento. Este relatório deve ser claro, conciso e conter todos os dados exigidos pelas normas e pelo cliente.
Um componente essencial do relatório é a curva de tempo-temperatura. Esta curva, gerada pelo software do registrador, mostra graficamente o aquecimento, o patamar de encharque (soak) e o resfriamento da peça.
A curva deve exibir as temperaturas de todos os termopares monitorados, permitindo verificar se as taxas de aquecimento e resfriamento, bem como o tempo e a temperatura de encharque, foram cumpridos dentro das tolerâncias.
O relatório deve incluir dados de identificação do projeto, da peça tratada, do procedimento de PWHT utilizado e dos equipamentos, como o modelo do registrador e os certificados de calibração dos termopares.
Informações sobre a fixação dos termopares, incluindo um croqui ou fotos com a localização e numeração de cada sensor, são indispensáveis. Isso garante que a medição ocorreu nos pontos corretos.
Os resultados da calibração dos termopares e do registrador devem ser anexados ou referenciados no relatório. A rastreabilidade metrológica, conforme ABNT NBR ISO/IEC 17025, deve ser evidente.
Como Reduzir Seus Riscos?
❌ Risco
Termopares descalibrados: Sem calibração rastreada conforme ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017, leituras de temperatura ficam suspeitas e invalidam o PWHT Report.
✅ Solução
Calibração anual NIST/INMETRO com certificado completo (método, incerteza, validade) antes de cada campanha de PWHT.
❌ Risco
Polaridade invertida do termopar: Conexões com polaridade trocada causam leituras negativas ou erros sistemáticos não detectados durante o tratamento térmico.
✅ Solução
Verificação de continuidade e polaridade antes do aquecimento, conforme procedimento ASME PCC-2 Artigo 209.
❌ Risco
Mínimo de termopares não atendido: Distribuição insuficiente de termopares no Soak Band gera lacunas de monitoramento e viola AWS D10.10.
✅ Solução
Mapeamento por croqui assinado seguindo AWS D10.10 e ASME PCC-2 para garantir cobertura adequada.
Perguntas Frequentes
Sobre termopares e registradores em PWHT
P:Por que o termopar tipo K é o padrão para PWHT industrial?
O termopar tipo K tornou-se o padrão para o pós-aquecimento (PWHT) industrial devido à sua combinação de faixa de temperatura, robustez e conformidade normativa. Sua composição de Níquel-Cromo/Níquel-Alumínio permite uma faixa de operação de aproximadamente -200 °C a 1260 °C, conforme a norma IEC 60584-1:2013. Esta amplitude é significativamente superior às temperaturas típicas de PWHT, que variam de 200 °C a 760 °C, garantindo que o sensor não opere no limite de sua capacidade. Tal característica minimiza a deriva e prolonga a vida útil do termopar, assegurando medições consistentes e confiáveis durante os ciclos prolongados de tratamento térmico. A robustez do tipo K em atmosferas oxidantes ou inertes, comuns em fornos e mantas cerâmicas de PWHT, é outro fator crucial. Diferentemente do tipo J, que oxida rapidamente acima de 550 °C, o tipo K mantém sua integridade e desempenho, evitando a necessidade de substituições frequentes. A estabilidade e repetibilidade do tipo K, com uma exatidão típica de ±1,5 °C ou ±0,4% (IEC 60584-2:2013, Classe 1), atendem aos rigorosos requisitos de códigos como o ASME PCC-2-2022, Art. 3.2, e o AWS D10.10:2019. Esses códigos exigem monitoramento preciso da temperatura, gradiente e tempo, tolerâncias que o tipo K satisfaz plenamente.
P:Qual o mínimo de termopares exigido em PWHT de tubulação industrial?
Para o tratamento térmico pós-soldagem (PWHT) em tubulações industriais, o número mínimo de termopares é determinado pela necessidade de assegurar um controle e monitoramento uniformes da temperatura, conforme as especificações normativas e a complexidade da junta. Embora não haja uma regra universal de "sempre dois", a prática comum para juntas simples e aquecimento localizado é a utilização de dois termopares: um para controle do processo e outro para monitoramento ou segurança, servindo como backup ou verificação independente. Este arranjo é frequentemente aceitável em tubulações de pequeno diâmetro ou trechos curtos, onde a uniformidade térmica é mais facilmente alcançada. Normas como a AWS D10.10 (Recommended Practices for Local Heating of Welds in Piping and Tubing) e a ASME PCC-2 enfatizam que o número e a localização dos termopares devem ser suficientes para demonstrar que a zona aquecida atingiu e manteve a faixa de temperatura especificada. A AWS D10.10, por exemplo, não impõe um número fixo, mas exige que a instrumentação seja adequada à geometria da peça e ao gradiente térmico esperado. Em situações onde a peça é extensa, possui grande massa térmica, múltiplas juntas ou há risco de gradientes térmicos significativos, o número de termopares deve ser aumentado para três ou mais, garantindo uma cobertura térmica abrangente.
P:Como funciona a calibração de termopares conforme ABNT NBR ISO/IEC 17025?
A calibração de termopares, conforme a ABNT NBR ISO/IEC 17025, é um processo metrológico que estabelece a relação entre a força eletromotriz gerada e a temperatura, comparando o termopar com um padrão rastreável. Este procedimento determina o erro de medição e a incerteza associada, garantindo a confiabilidade dos resultados. A base normativa inclui a ABNT NBR 13770, que detalha a calibração por comparação, e a ABNT NBR 12771, que especifica os tipos e características dos termopares. O princípio da calibração reside na propriedade do termopar de gerar uma tensão proporcional à diferença de temperatura entre sua junção de medição e sua junção de referência. Durante o ensaio, o termopar é inspecionado visualmente e posicionado no mesmo meio térmico que um padrão de referência, geralmente uma termorresistência padrão ou um sistema de referência certificado, ambos com rastreabilidade ao Sistema Internacional de Unidades via INMETRO/RBC. A calibração por comparação envolve a estabilização da temperatura do meio térmico em pontos predefinidos dentro da faixa de operação do termopar. Em cada ponto, as leituras de força eletromotriz do termopar e da temperatura do padrão são registradas. Os dados coletados permitem calcular o erro e a incerteza de medição, que são documentados em um certificado de calibração. Este documento atesta a conformidade do termopar com os requisitos da ABNT NBR ISO/IEC 17025, fornecendo informações essenciais para a tomada de decisão e a garantia da qualidade em diversas aplicações.
Resumo Estratégico
Este artigo explora a aplicação de termopares e registradores em tratamentos térmicos de campo, com foco na calibração e rastreabilidade. Detalha a seleção de termopares para PWHT industrial, a fixação por solda capacitiva conforme ASME PCC-2 Artigo 2.9 e AWS D10.10, e a importância dos registradores digitais multicanal. Aborda a calibração em conformidade com ABNT NBR ISO/IEC 17025, a prevenção de erros comuns e a documentação essencial, como curvas de tratamento e PWHT Reports, para garantir a qualidade e a conformidade dos processos.
Se você gostou deste artigo, você precisa ler:
📚 Referências Normativas e Técnicas
[1] ASME PCC-2 Artigo 209 — Postweld Heat Treatment Repairs
[2] AWS D10.10 — Recommended Practices for Local Heating of Welds
[3] ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 — Requisitos para Laboratórios de Calibração
[4] IEC 60584-1:2013 — Thermocouples (Tolerances)
⚖️ Compromissos Técnicos e Legais
Responsabilidade Técnica (ART): Todos os serviços executados pela Solutec AM são acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por engenheiros registrados no CREA-AM, conforme a Lei nº 6.496/1977 e Resolução CONFEA nº 1.025/2009.
Natureza Informativa: Este artigo tem caráter técnico-consultivo. A aplicação das soluções aqui descritas exige análise individual por engenheiro habilitado, com emissão de ART e projeto executivo adequado às condições específicas de cada obra.
Aléxia Perrone
Engenheira Mecânica
CREA-AM 36950AM · RNP nº 042226912-3
Especialista em construção, montagem e manutenção industrial, com atuação em paradas de manutenção programadas e emergenciais nos segmentos industrial, petroquímico, energético e de infraestrutura. Inspetora de dutos terrestres qualificada e especialista em processos de impermeabilização com geomembranas e geotêxteis. Técnica em Eletrônica Digital e Edificações, possui 9 anos de experiência em gestão da qualidade e de obras, fabricação, soldagem e integridade industrial, com foco em segurança, qualidade e desempenho operacional na região norte.
Precisão e conformidade em tratamento térmico industrial.













