A inspeção e manutenção de tanques industriais no PIM envolve a aplicação rigorosa de normas como a API 653:2014 para inspeção em serviço e a NR-13 Portaria MTP 672/2021 para vasos de pressão e caldeiras, que inclui tanques atmosféricos. Os procedimentos abrangem inspeções externas e internas detalhadas, limpeza industrial conforme NR-33, e a implementação de sistemas de proteção catódica para o fundo dos tanques. O objetivo é assegurar a integridade estrutural, a segurança operacional e a conformidade regulatória.
Resposta Direta
A inspeção e manutenção de tanques industriais no PIM envolve a aplicação rigorosa de normas como a API 653:2014 para inspeção em serviço e a NR-13 Portaria MTP 672/2021 para vasos de pressão e caldeiras, que inclui tanques atmosféricos. Os procedimentos abrangem inspeções externas e internas detalhadas, limpeza industrial conforme NR-33, e a implementação de sistemas de proteção catódica para o fundo dos tanques. O objetivo é assegurar a integridade estrutural, a segurança operacional e a conformidade regulatória, mitigando riscos de corrosão, vazamentos e acidentes em um ambiente desafiador como o amazônico.
O Polo Industrial de Manaus (PIM) é um ecossistema industrial complexo onde a segurança e eficiência operacional são fundamentais. Tanques industriais são críticos para o armazenamento de matérias-primas, produtos intermediários e acabados, desde combustíveis a efluentes. A integridade desses ativos é essencial para a continuidade das operações e proteção ambiental na Amazônia Legal.
A gestão de tanques industriais no PIM exige uma abordagem técnica e regulatória robusta, alinhada às melhores práticas internacionais e exigências brasileiras. A conformidade com normas como API 653:2014 (inspeção e reparo), API 650:2021 (construção) e NR-13 Portaria MTP 672/2021 (segurança operacional) é indispensável. Este artigo explora a inspeção, manutenção e conformidade regulatória de tanques no PIM, destacando desafios e soluções regionais.
1. Tipos de Tanques Industriais: Teto Fixo, Teto Flutuante e Horizontais
A diversidade de produtos armazenados no PIM demanda uma variedade de tanques industriais, cada um projetado para requisitos específicos de segurança, volatilidade e capacidade. A seleção do tipo de tanque é uma decisão de engenharia crítica, influenciada por pressão de vapor, volume, espaço e considerações ambientais. A compreensão das características de cada tipo é fundamental para a correta inspeção e manutenção.
Os tanques cilíndricos verticais (TCV) são os mais comuns para grandes volumes (100 m³ a 200.000 m³), construídos conforme API 650:2021. Podem ter diferentes configurações de teto. Tanques de teto fixo cônico são usados para líquidos de baixa volatilidade (óleos, água), com teto inclinado para escoamento de chuva. Podem exigir sistemas de recuperação de vapores (VRU) para controle de emissões.
Os tanques de teto flutuante externo (EFR) armazenam líquidos de alta volatilidade (gasolina, nafta), minimizando perdas por evaporação e reduzindo emissões de VOCs em até 95%. O teto flutua sobre o produto, usando vedações periféricas. Os tanques de teto flutuante interno (IFR) combinam um teto fixo externo com um teto flutuante interno, ideal para produtos voláteis em regiões chuvosas como a Amazônia, protegendo o teto interno de intempéries.
Os tanques cilíndricos horizontais são para capacidades menores (até centenas de m³), comuns para combustíveis e óleos. Seu projeto segue normas como ASME VIII Div.1 (para pressão) ou práticas de engenharia para tanques atmosféricos. A inspeção desses tanques também é regida pela NR-13 Portaria MTP 672/2021, que estabelece requisitos de segurança.
| Tipo de Tanque | Capacidade Típica (m³) | Produtos Armazenados Típicos | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|---|
| Teto Fixo Cônico | 100 - 100.000 | Óleos, água, químicos | Custo inicial menor, construção simples | Alta emissão de VOCs para voláteis, ventilação |
| Teto Flutuante Externo | 1.000 - 200.000 | Gasolina, nafta, etanol | Redução significativa de VOCs, segurança | Exposto a intempéries, manutenção de selos |
| Teto Flutuante Interno | 1.000 - 150.000 | Gasolina, solventes, QAV | Redução de VOCs, proteção climática | Custo inicial mais alto, complexidade |
| Cilíndrico Horizontal | 1 - 500 | Diesel, GLP, lubrificantes | Ocupa menos espaço vertical, versátil | Capacidade limitada, não coberto pela API 650 |

2. Normas API 650 e API 653: Construção vs Inspeção em Serviço
A gestão da integridade de tanques industriais no PIM é pautada pelas normas API 650:2021 e API 653:2014. Ambas, do American Petroleum Institute (API), possuem escopos distintos e complementares, abordando fases diferentes do ciclo de vida de um tanque. A compreensão dessas diferenças é crucial para garantir segurança, conformidade e longevidade dos equipamentos.
A API 650:2021 – *Welded Tanks for Oil Storage* é a norma fundamental para projeto, fabricação, montagem e inspeção de tanques cilíndricos verticais soldados, acima do solo, que operam a pressões próximas à atmosférica. Ela estabelece requisitos mínimos para materiais, dimensionamento, soldagem, END e testes hidrostáticos, focando na construção de tanques novos para suportar cargas operacionais e ambientais.
Em contraste, a API 653:2014 – *Tank Inspection, Repair, Alteration, and Reconstruction* rege a inspeção, reparo, alteração e reconstrução de tanques de armazenamento de aço já em serviço. Aplica-se a tanques construídos conforme API 650 ou API 12C. Seu objetivo é manter a integridade estrutural e operacional de tanques existentes, prevenindo falhas e prolongando sua vida útil. A API 653:2014 define tipos e intervalos de inspeção, metodologias de avaliação e critérios para determinar a vida remanescente do tanque.
| Característica | API 650:2021 | API 653:2014 |
|---|---|---|
| Escopo Principal | Projeto, fabricação e construção de tanques novos | Inspeção, reparo, alteração e reconstrução de tanques em serviço |
| Fase do Ciclo de Vida | Pré-operação | Operação e manutenção |
| Objetivo | Assegurar a construção segura e conforme | Manter a integridade e segurança de tanques existentes |
| Foco | Materiais, dimensionamento, soldagem, testes iniciais | Avaliação de danos, vida remanescente, reparos |
| Aplicação | Tanques cilíndricos verticais soldados acima do solo | Tanques construídos conforme API 650 ou API 12C |
A integração dessas normas é fundamental. Um tanque bem construído conforme a API 650:2021 terá uma base sólida para a gestão de sua integridade. A aplicação rigorosa da API 653:2014, complementada pela NR-13 Portaria MTP 672/2021, garante que o tanque opere de forma segura e eficiente no PIM. A NR-13 Portaria MTP 672/2021 exige inspeção periódica e relatórios por profissional habilitado, além de condições para entrada em espaço confinado.

3. Inspeção conforme API 653: Externa, Interna e RBI
A inspeção de tanques industriais conforme a API 653:2014 é um processo sistemático essencial para a integridade estrutural e operacional dos ativos no PIM. Esta norma estabelece requisitos mínimos para a avaliação de tanques em serviço, permitindo a identificação precoce de degradação e ações corretivas. A metodologia de inspeção é dividida em tipos com propósitos e intervalos específicos.
A inspeção externa formal é realizada por inspetor certificado API 653 em intervalos máximos de 5 anos, ou conforme análise de Inspeção Baseada em Risco (RBI). Abrange costado, teto, bocais, fundação e acessórios, buscando sinais de corrosão, deformações e vazamentos. Medições de espessura por ultrassom (UT) monitoram a taxa de corrosão.
A inspeção interna é a avaliação mais abrangente, exigindo que o tanque seja retirado de serviço, limpo e desgaseificado (NR-33 Portaria MTP 4219/2022). Ocorre em intervalos de 10 a 20 anos, dependendo da corrosão e revestimentos. O fundo, costado e teto internos são examinados com ensaios não destrutivos (END) como ultrassom, partículas magnéticas (PM), líquido penetrante (LP) e, crucialmente, Mapeamento de Fuga de Fluxo Magnético (MFL) para o fundo.
A Inspeção Baseada em Risco (RBI), conforme API 580 e API 581, é uma metodologia avançada que a API 653:2014 permite para otimizar intervalos de inspeção. O RBI avalia a probabilidade de falha (PoF) e a consequência de falha (CoF). Tanques de baixo risco podem ter intervalos estendidos, enquanto os de alto risco exigem inspeções mais frequentes. A fórmula geral para vida remanescente (RL) é RL = (t_atual - t_min) / CR.
| Tipo de Inspeção | Foco Principal | Intervalo Típico (sem RBI) | Condições para Realização |
|---|---|---|---|
| Externa Formal | Corrosão, deformações, vazamentos no exterior | 5 anos | Tanque em operação |
| Interna | Corrosão, pites, trincas no fundo, costado e teto interno | 10 a 20 anos | Tanque fora de serviço, limpo e desgaseificado |
| Rotineira | Observação visual básica de vazamentos e anomalias | Mensal a anual | Tanque em operação, por pessoal da instalação |
A aplicação da RBI no PIM é vantajosa, permitindo alocação eficiente de recursos de inspeção, focando em ativos de maior risco. Isso é relevante em um ambiente com condições climáticas desafiadoras, como alta umidade e chuvas intensas, que aceleram processos corrosivos. A documentação detalhada e a revisão periódica da análise de RBI são essenciais para a validade e eficácia do plano de inspeção.
4. Limpeza Industrial de Tanques: NR-33, Desgaseificação e Procedimento
A limpeza industrial de tanques é uma etapa crítica antes de qualquer inspeção interna, reparo ou alteração, especialmente no PIM. Visa remover resíduos (borras, lodos) para garantir um ambiente seguro e permitir inspeção eficaz. A execução deve seguir a NR-33 Portaria MTP 4219/2022, sobre segurança e saúde em espaços confinados.
Um tanque industrial é classificado como espaço confinado pela NR-33, impondo requisitos de segurança rigorosos. O processo inicia com a Permissão de Entrada em Espaço Confinado (PET), precedida por Análise Preliminar de Risco (APR). É obrigatório o monitoramento contínuo de gases (O₂, LEL, H₂S, CO, VOCs) e a desgaseificação para produtos inflamáveis, usando purga com vapor ou nitrogênio, seguida de ventilação forçada (6 a 8 renovações de ar/hora).
Os métodos de limpeza incluem: 1. Hidrojateamento de alta pressão (150 a 1.700 bar) para remoção de resíduos e incrustações. 2. Aspiração/sucção de resíduos com caminhões vácuo, com descarte adequado conforme legislação ambiental (IPAAM, SEMMAS/SEMMA). 3. Limpeza manual com raspagem para áreas de difícil acesso. A equipe deve ser treinada em NR-33, com vigia e equipe de resgate, e usar EPIs e EPCs adequados (respiradores, iluminação intrinsecamente segura).

5. Fundo de Tanque: Corrosão, MFL e Proteção Catódica
O fundo de tanque é uma área crítica e vulnerável à degradação, especialmente no ambiente úmido do PIM. A corrosão pode levar a vazamentos, contaminação e falhas estruturais. A gestão da integridade envolve a compreensão dos mecanismos de corrosão, técnicas de inspeção avançadas e sistemas de proteção eficazes.
A corrosão no fundo pode ser: 1. Externa: Afeta a superfície inferior, em contato com o solo ou fundação, causada por umidade, sais, MIC e lençol freático elevado. 2. Interna: Ocorre na superfície superior, em contato com o produto ou água de fundo, influenciada pela composição do produto, impurezas, temperatura e pH.
Para detectar corrosão, a inspeção interna é essencial, utilizando o Mapeamento de Fuga de Fluxo Magnético (MFL). O MFL é um END que usa campo magnético para detectar perda de espessura por corrosão, inspecionando grandes áreas rapidamente. Outras técnicas complementares incluem ultrassom (UT) para medições pontuais e líquido penetrante (LP) ou partículas magnéticas (PM) para trincas.
A proteção catódica é uma estratégia eficaz contra a corrosão externa do fundo. Existem dois tipos: 1. Corrente impressa (ICCP): Usa fonte externa para forçar corrente do ânodo ao tanque, adequado para grandes tanques e solos de alta resistividade. 2. Ânodos galvânicos (sacrificiais): Usa ânodos de materiais menos nobres que se corroem, mais simples e para solos de baixa resistividade. A instalação requer estudo detalhado do solo e monitoramento contínuo. No PIM, alta umidade e solos argilosos exigem projetos e monitoramentos específicos. A combinação de inspeções (MFL) e proteção catódica é crucial para a longevidade dos fundos de tanques.
6. Tanques no PIM: Setores, Custos e Desafios Amazônicos
O Polo Industrial de Manaus (PIM) é um centro vital na Amazônia, demandando tanques industriais em diversos setores. A presença de refinaria, terminais de combustíveis e indústrias químicas e de bebidas gera uma complexa rede de armazenamento que exige conformidade e resiliência. Compreender os setores, custos e desafios amazônicos é fundamental para a gestão desses ativos.
Os principais setores com tanques no PIM incluem: 1. Petroquímico e Combustíveis: Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) e distribuidoras operam extensos parques de tanques (diesel, gasolina, etanol, QAV), cruciais para o abastecimento fluvial. 2. Químico: Empresas como Braskem e White Martins utilizam tanques para matérias-primas e produtos químicos diversos, incluindo criogênicos. 3. Bebidas e Alimentos: Indústrias usam tanques para água, xaropes, álcool e efluentes, muitos em aço inoxidável. 4. Geração de Energia: Termelétricas dependem de grandes tanques para óleo combustível.
Os custos associados aos tanques no PIM são multifacetados. Um tanque novo de 5.000 m³ pode custar R$ 3 milhões a R$ 6 milhões. Inspeções internas (API 653:2014, NR-33 Portaria MTP 4219/2022, MFL, UT) variam de R$ 150 mil a R$ 400 mil. Manutenção preventiva, como revestimentos e proteção catódica, pode ser de R$ 30 mil a R$ 80 mil anuais por tanque.
Os desafios amazônicos são relevantes: 1. Alta Umidade e Chuvas Intensas: Aceleram a corrosão, exigindo revestimentos de alta performance e drenagem eficiente. 2. Lençol Freático Elevado: Aumenta o risco de corrosão externa no fundo, demandando proteção catódica robusta. 3. Logística Complexa: O transporte fluvial impacta prazos e custos. 4. Impacto Ambiental: A sensibilidade da Amazônia impõe requisitos rigorosos para prevenção de vazamentos e gestão de resíduos. A conformidade com a NR-13 Portaria MTP 672/2021 é legalmente exigida, demandando inspeções periódicas e gestão por profissional habilitado.
Riscos Operacionais e Soluções
A operação de tanques industriais no PIM sem atenção às normas pode acarretar riscos significativos. Três riscos operacionais comuns e suas soluções são apresentados a seguir.
1. Risco: Operar tanque sem inspeção API 653:2014 periódica. * Descrição: A falta de inspeções impede a detecção precoce de degradação, podendo levar a falhas súbitas, vazamentos, incêndios, explosões, danos ambientais e perdas financeiras. A não conformidade com a NR-13 Portaria MTP 672/2021 pode gerar multas e interdições. * Solução: Implementar um programa de inspeção de integridade baseado na API 653:2014, com intervalos definidos por RBI (API 580/581). Incluir inspeções externas formais (a cada 5 anos ou conforme RBI) e internas detalhadas (a cada 10-20 anos ou conforme RBI), realizadas por inspetores certificados API 653. A documentação completa e relatórios técnicos por profissional habilitado, conforme NR-13 Portaria MTP 672/2021, são mandatórias.
2. Risco: Realizar limpeza industrial de tanques sem seguir a NR-33 Portaria MTP 4219/2022. * Descrição: A limpeza de tanques envolve acesso a espaços confinados com atmosferas tóxicas, inflamáveis ou com deficiência de oxigênio. A não observância da NR-33, como ausência de PET, monitoramento de gases, ventilação, vigia e equipe de resgate, expõe trabalhadores a riscos de asfixia, intoxicação, queimaduras e explosões, podendo resultar em acidentes fatais. * Solução: Assegurar que todas as limpezas sejam precedidas por APR e emissão de PET. Implementar monitoramento contínuo da atmosfera, ventilação forçada, desgaseificação completa (LEL < 10%) e fornecer EPIs adequados. A equipe deve ser treinada em NR-33, com vigia e equipe de resgate presentes e preparados.
3. Risco: Operar tanque com fundo sem proteção catódica ou com sistema ineficaz. * Descrição: O fundo do tanque é suscetível à corrosão externa devido ao contato com o solo e umidade, especialmente na Amazônia. A ausência ou ineficácia da proteção catódica leva à perfuração do fundo e vazamentos, gerando contaminação do solo e água subterrânea, com custosas remediações e sanções legais. * Solução: Projetar e instalar um sistema de proteção catódica (corrente impressa ou ânodos galvânicos) adequado ao PIM. Realizar inspeções periódicas do fundo com MFL para detectar corrosão. Implementar monitoramento contínuo da eficácia da proteção catódica, com medições de potencial e manutenção preventiva.
A inspeção e manutenção de tanques industriais no PIM exige conformidade com API 653 para inspeção em serviço, NR-33 para limpeza em espaço confinado, proteção catódica do fundo conforme API 651 e ART CREA-AM em todos os laudos. A Solutec AM executa o ciclo completo com DataBook rastreável.
7. Por Que Confiar na Solutec AM para Inspeção de Tanques
A gestão da integridade de tanques industriais no PIM exige expertise técnica e compromisso com segurança e conformidade. A Solutec AM oferece soluções especializadas, com equipe de engenheiros e inspetores qualificados. Nossos serviços abrangem desde planos de inspeção e manutenção (API 653:2014 e NR-13 Portaria MTP 672/2021) até a execução de inspeções detalhadas, incluindo MFL para fundos de tanques.
A Solutec AM supervisiona e executa limpezas industriais de tanques, garantindo conformidade com a NR-33 Portaria MTP 4219/2022, incluindo desgaseificação e monitoramento de atmosfera. Oferecemos também projeto e implementação de sistemas de proteção catódica, essenciais para a longevidade dos tanques no ambiente amazônico. Nossa abordagem técnica e experiência local contribuem para a segurança operacional e sustentabilidade das indústrias no PIM.
Eng. Aléxia Perrone (CREA-AM 36950AM)
Este artigo tem natureza informativa e não substitui a análise de um profissional habilitado. Todos os serviços da Solutec AM são executados com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) junto ao CREA-AM, conforme exigência legal.

Como Reduzir Seus Riscos?
❌ Risco
Ausência de ART CREA-AM: Serviços técnicos sem Anotação de Responsabilidade Técnica violam a Lei nº 6.496/1977 e expõem o contratante a embargos do CREA-AM.
✅ Solução
Toda execução deve incluir ART emitida por engenheiro registrado no CREA-AM, com rastreabilidade do procedimento e materiais empregados.
❌ Risco
Não conformidade normativa: Desvios de normas técnicas (ABNT NBR, ASME, NR, API) comprometem integridade operacional e podem invalidar laudos de inspeção.
✅ Solução
Procedimentos qualificados (PQR) e profissionais certificados garantem conformidade integral às normas aplicáveis ao escopo.
❌ Risco
Rastreabilidade insuficiente: Sem dossiê técnico QA/QC completo, auditorias e manutenções preventivas tornam-se impraticáveis, elevando riscos operacionais.
✅ Solução
Dossiê técnico digital com registros fotográficos, planilhas de campo e laudos assinados por engenheiro responsável.
Perguntas Frequentes
Sobre tanques industriais api 653 inspecao manutencao pim
P:Qual a diferença entre API 650 e API 653?
A principal distinção entre API 650 e API 653 reside em seus escopos de aplicação. O API 650 é um código de projeto e construção para novos tanques de armazenamento atmosféricos verticais, soldados, de fundo plano, para líquidos. Ele estabelece os requisitos mínimos para materiais, projeto, fabricação, montagem, inspeção e teste de tanques recém-construídos. Seu foco está em garantir a integridade estrutural e a segurança desde a concepção inicial. Por outro lado, o API 653 é um padrão para inspeção, reparo, alteração e reconstrução de tanques de armazenamento existentes. Ele fornece diretrizes para avaliar a condição atual de um tanque em serviço, determinar sua adequação para continuar operando, e especificar os procedimentos para reparos, modificações ou reconstruções necessárias. Enquanto o API 650 lida com o 'como construir', o API 653 aborda o 'como manter e estender a vida útil' de um tanque já existente, garantindo que ele continue a operar com segurança e em conformidade com os padrões da indústria.
P:Com que frequência um tanque industrial deve ser inspecionado?
A frequência das inspeções em tanques industriais é determinada por diversos fatores, incluindo o tipo de serviço, o produto armazenado, as condições operacionais, o histórico de manutenção e as regulamentações aplicáveis, como o API 653. Este padrão estabelece diferentes categorias de inspeção com periodicidades recomendadas. A inspeção externa visual, por exemplo, é geralmente realizada a cada cinco anos ou a cada vez que o tanque é colocado em serviço, o que ocorrer primeiro, mas pode ser mais frequente dependendo das condições. A inspeção interna, que é mais abrangente e requer o esvaziamento e limpeza do tanque, possui uma periodicidade que pode variar de dez a vinte anos, ou até mais, dependendo dos resultados de avaliações de risco baseadas em dados de corrosão, tipo de revestimento e histórico de inspeções anteriores. Além disso, inspeções de rotina e monitoramento contínuo são práticas comuns para identificar anomalias precocemente. A decisão final sobre a frequência é frequentemente baseada em uma avaliação de risco detalhada, que considera a probabilidade de falha e as consequências potenciais, visando otimizar a segurança e a confiabilidade operacional.
P:O que é inspeção MFL no fundo de tanque?
A inspeção por Fuga de Fluxo Magnético (MFL - Magnetic Flux Leakage) é uma técnica de Ensaio Não Destrutivo (END) amplamente utilizada para detectar perda de espessura, como corrosão e pites, no fundo de tanques de armazenamento. O princípio de funcionamento envolve a magnetização da chapa do fundo do tanque por meio de um campo magnético gerado por um equipamento especializado. Quando há uma perda de material na chapa, o campo magnético é distorcido, ou 'vaza', para fora da superfície. Sensores localizados no equipamento detectam essas variações no campo magnético, indicando a presença e a localização de defeitos. A técnica MFL é particularmente eficaz para inspecionar grandes áreas de forma relativamente rápida, sem a necessidade de remover o revestimento interno do tanque, embora a superfície deva estar limpa para garantir a precisão. Os dados coletados são processados por software, gerando um mapa de varredura que visualiza as áreas com perda de espessura, permitindo aos engenheiros avaliar a integridade do fundo do tanque e planejar reparos ou monitoramento, se necessário. É uma ferramenta crucial para a gestão da integridade de tanques conforme as diretrizes do API 653.
Resumo Estratégico
A gestão de tanques industriais no PIM exige conformidade com a API 653:2014 para inspeção em serviço e a NR-13 Portaria MTP 672/2021 para vasos de pressão. Procedimentos incluem inspeções externas, internas, limpeza industrial conforme NR-33 e proteção catódica. A manutenção preditiva e corretiva é essencial para a segurança operacional, a integridade dos ativos e a prevenção de falhas, considerando as particularidades ambientais e logísticas da região amazônica.
Se você gostou deste artigo, você precisa ler:
📚 Referências Normativas e Técnicas
[1] Lei nº 6.496/1977 — Institui a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
[2] Resolução CONFEA nº 1.025/2009 — Regulamenta a ART
[3] ABNT NBR ISO 9001:2015 — Sistemas de gestão da qualidade
[4] NR-13 — Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos
⚖️ Compromissos Técnicos e Legais
Responsabilidade Técnica (ART): Todos os serviços executados pela Solutec AM são acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por engenheiros registrados no CREA-AM, conforme a Lei nº 6.496/1977 e Resolução CONFEA nº 1.025/2009.
Natureza Informativa: Este artigo tem caráter técnico-consultivo. A aplicação das soluções aqui descritas exige análise individual por engenheiro habilitado, com emissão de ART e projeto executivo adequado às condições específicas de cada obra.
Aléxia Perrone
Engenheira Mecânica
CREA-AM 36950AM · RNP nº 042226912-3
Especialista em construção, montagem e manutenção industrial, com atuação em paradas de manutenção programadas e emergenciais nos segmentos industrial, petroquímico, energético e de infraestrutura. Inspetora de dutos terrestres qualificada e especialista em processos de impermeabilização com geomembranas e geotêxteis. Técnica em Eletrônica Digital e Edificações, possui 9 anos de experiência em gestão da qualidade e de obras, fabricação, soldagem e integridade industrial, com foco em segurança, qualidade e desempenho operacional na região norte.
Engenharia de integridade para ativos industriais: rigor técnico e conformidade normativa em ambientes desafiadores.













