O pré-aquecimento é o aquecimento do metal de base antes da soldagem para atingir uma temperatura mínima especificada, enquanto a temperatura de interpasse é a temperatura da junta soldada imediatamente antes da deposição do próximo passe em soldas multipasse. Ambos são cruciais para controlar a taxa de resfriamento, prevenir a formação de microestruturas endurecidas (como martensita), reduzir tensões residuais e facilitar a difusão de hidrogênio, evitando assim trincas a frio (HIC). As normas ASME Section IX QW-406, AWS D1.1 Cláusula 5.6 e ASME B31.3 Tabela 330.1.1 estabelecem os requisitos e limites para essas temperaturas, garantindo a integridade metalúrgica da junta soldada.
1. O Que é Pré-Aquecimento e Temperatura de Interpasse
O pré-aquecimento e a temperatura de interpasse são parâmetros críticos em procedimentos de soldagem, essenciais para garantir a qualidade e a integridade metalúrgica de juntas soldadas. Embora ambos envolvam o controle térmico do metal de base e da zona de solda, suas aplicações e objetivos específicos diferem. O pré-aquecimento refere-se ao aquecimento intencional do metal de base antes do início da soldagem, elevando sua temperatura a um valor mínimo especificado. Este processo é fundamental para preparar a peça para o choque térmico da soldagem, reduzindo o gradiente de temperatura entre a poça de fusão e o material circundante. A definição da AWS A3.0M/A3.0:2020 descreve o pré-aquecimento como o calor aplicado ao metal de base para atingir e manter a temperatura de pré-aquecimento, que é a temperatura do metal de base na região da solda imediatamente antes do início da operação. Por outro lado, a temperatura de interpasse é a temperatura da junta soldada imediatamente antes da deposição do próximo passe em uma solda multipasse. Conforme a AWS A3.0M/A3.0:2020, é a temperatura da área de solda imediatamente antes do início do próximo passe. Enquanto o pré-aquecimento estabelece a condição térmica inicial, a temperatura de interpasse garante que a peça não esfrie excessivamente entre os passes, nem superaqueça. As normas, como a AWS D1.1 Cláusula 5.6, especificam um intervalo para a temperatura de interpasse, com um limite mínimo (geralmente igual ou superior ao pré-aquecimento mínimo) e, quando aplicável, um limite máximo. Ambos os controles térmicos são interdependentes e cruciais para o sucesso da soldagem, especialmente em materiais com alta temperabilidade ou em peças de grande espessura.
2. Objetivos Metalúrgicos: Prevenção de HIC e Controle da ZTA
O controle rigoroso do pré-aquecimento e da temperatura de interpasse é ditado por objetivos metalúrgicos cruciais, visando a integridade e a durabilidade da junta soldada. Um dos principais é a redução do gradiente térmico durante a soldagem. Sem pré-aquecimento, a transição abrupta da temperatura de fusão para a temperatura ambiente gera altas tensões térmicas, que podem resultar em distorções e trincas. Ao elevar a temperatura inicial do metal de base, o pré-aquecimento minimiza essa diferença, desacelerando a taxa de resfriamento e mitigando a formação de tensões excessivas. Outro objetivo fundamental é a prevenção de trincas a frio, também conhecidas como trincas induzidas por hidrogênio (HIC). Essas trincas ocorrem em aços carbono e baixa liga quando há a coexistência de hidrogênio difusível, microestruturas endurecidas (como martensita ou bainita dura) na Zona Termicamente Afetada (ZTA) e tensões de tração elevadas. O pré-aquecimento e o controle da temperatura de interpasse atuam nesses três fatores: retardam a taxa de resfriamento, evitando a formação de martensita frágil; permitem um tempo maior para a difusão e escape do hidrogênio da junta; e reduzem as tensões residuais. Normas como a AWS D1.1 Tabela 5.8 e a NACE MR0175/ISO 15156 enfatizam a importância desses controles para evitar a HIC, especialmente em aços de alta resistência ou em ambientes corrosivos.3. Tabela de Temperaturas por P-Number ASME
A classificação dos materiais pelo sistema P-Number da ASME Section IX é um guia essencial para determinar os requisitos de pré-aquecimento e temperatura de interpasse. Esses números agrupam materiais com características metalúrgicas e de soldabilidade semelhantes, simplificando a qualificação de procedimentos de soldagem (WPS) e soldadores (PQR). A Tabela 330.1.1 da ASME B31.3, por exemplo, fornece diretrizes de pré-aquecimento mínimo com base nesses P-Numbers e na espessura do material. É crucial entender que, embora esta tabela ofereça um ponto de partida, o WPS final deve ser qualificado e pode exigir temperaturas mais elevadas ou mais restritivas, dependendo das condições específicas do projeto, do processo de soldagem e da composição exata do material. A temperatura máxima de interpasse, embora não diretamente tabelada por P-Number na ASME B31.3, é um parâmetro crítico a ser controlado para evitar o superaquecimento da ZTA e do metal de solda, que pode levar à perda de tenacidade e crescimento de grão.| P-Number (ASME IX) | Descrição do Material (Exemplos) | Faixa Típica de Pré-Aquecimento Mínimo (°C) | Temperatura de Interpasse Máxima Típica (°C) |
|---|---|---|---|
| P-1 | Aços Carbono (ex: A36, A516 Gr. 70) | Ambiente a 95°C (para espessuras > 25mm, pode ser 95-150°C) | 260-315°C |
| P-3 | Aços Carbono-Manganês (ex: A537 Cl. 1, API 5L X65) | 50-150°C (dependendo de espessura e CE) | 260-315°C |
| P-4 | Aços Cromo-Molibdênio (ex: A387 Gr. 11 Cl. 2) | 100-200°C | 260-315°C |
| P-5A | Aços Cromo-Molibdênio (ex: A387 Gr. 22 Cl. 2) | 150-250°C | 260-315°C |
| P-15E | Aços de Alta Resistência e Baixa Liga (ex: A514) | 100-200°C (muito dependente de espessura e CE) | 200-260°C (mais restritivo para tenacidade) |
| P-7 | Aços Inoxidáveis Martensíticos (ex: A743 CA6NM) | 150-260°C | 260-315°C |
É importante ressaltar que os valores apresentados na tabela são faixas típicas e podem variar significativamente com base na espessura do material, no processo de soldagem, no teor de carbono equivalente (CE) e nas especificações detalhadas do projeto. A ASME Section IX QW-406 exige que as temperaturas mínima de pré-aquecimento e máxima de interpasse sejam registradas no PQR e no WPS, e qualquer alteração fora dos limites qualificados pode demandar uma nova qualificação. Para aços inoxidáveis austeníticos (P-8), por exemplo, o pré-aquecimento geralmente não é necessário, mas a temperatura de interpasse máxima é crítica (tipicamente 175°C) para evitar a precipitação de carbonetos e a perda de resistência à corrosão.
4. Cálculo do Pré-Aquecimento: AWS D1.1 e Carbono Equivalente
O cálculo do pré-aquecimento é um processo técnico que envolve a consideração de diversos fatores metalúrgicos e de projeto. A norma AWS D1.1 Cláusula 5.6 e sua Tabela 5.8 fornecem um método amplamente utilizado para determinar os requisitos mínimos de pré-aquecimento e temperatura de interpasse para aços estruturais. Este método leva em conta a espessura conjunta do material, o teor de carbono equivalente (CE) do aço e o tipo de eletrodo utilizado (com ou sem baixo hidrogênio). A espessura da peça é um fator crítico, pois peças mais espessas têm maior capacidade de dissipar calor, resultando em taxas de resfriamento mais rápidas e, consequentemente, maior necessidade de pré-aquecimento.5. Temperatura de Interpasse: Limites Críticos
A temperatura de interpasse é um parâmetro tão crucial quanto o pré-aquecimento, especialmente em soldas multipasse. Ela define a temperatura da junta soldada imediatamente antes da deposição de cada passe subsequente. O controle dessa temperatura é vital para gerenciar o ciclo térmico acumulado da solda e da Zona Termicamente Afetada (ZTA). Normativamente, a temperatura mínima de interpasse deve ser igual ou superior à temperatura mínima de pré-aquecimento especificada no Procedimento de Soldagem (WPS). Manter essa temperatura mínima assegura que a taxa de resfriamento entre os passes permaneça controlada, continuando a promover a difusão de hidrogênio e prevenindo a formação de microestruturas endurecidas. Por outro lado, existe um limite máximo para a temperatura de interpasse, que geralmente não deve exceder 315°C para a maioria dos aços carbono e baixa liga, embora valores mais restritivos possam ser aplicados para aços de alta resistência ou inoxidáveis. Exceder a temperatura máxima de interpasse pode acarretar riscos metalúrgicos significativos. O superaquecimento prolongado pode levar ao crescimento excessivo de grão na ZTA e no metal de solda, resultando em perda de tenacidade e fragilização. Em aços inoxidáveis austeníticos (P-8), por exemplo, temperaturas de interpasse acima de 175°C podem promover a precipitação de carbonetos na ZTA, comprometendo a resistência à corrosão intergranular. Portanto, o controle preciso da temperatura de interpasse, dentro dos limites estabelecidos pelo WPS e pelas normas aplicáveis, é essencial para otimizar as propriedades mecânicas e metalúrgicas da junta soldada.6. Procedimento Prático: Como Medir e Manter
A medição e manutenção das temperaturas de pré-aquecimento e interpasse são etapas práticas essenciais para a conformidade com o Procedimento de Soldagem (WPS) e as normas. Para o pré-aquecimento, a temperatura deve ser verificada imediatamente antes do início do primeiro passe de solda. Para a temperatura de interpasse, a medição ocorre antes de cada passe subsequente. A localização da medição é crítica: a temperatura deve ser verificada na superfície do metal de base, a uma distância mínima de 75 mm do bordo da junta ou da solda, e em múltiplos pontos ao redor da circunferência ou ao longo do comprimento da junta para garantir uniformidade. Diversos métodos e equipamentos são empregados para essas medições. Termopares de contato, conectados a pirômetros digitais, oferecem leituras precisas e contínuas, sendo ideais para monitoramento em tempo real e registro de dados. Pirômetros infravermelhos (IR) fornecem medições rápidas e sem contato, úteis para verificações pontuais, mas exigem calibração e atenção à emissividade da superfície. Os Tempilstiks (lápis térmicos) são ferramentas simples e econômicas que derretem a uma temperatura específica, indicando que a temperatura desejada foi atingida. Independentemente do método, a calibração regular dos equipamentos é fundamental para assegurar a precisão das medições. A manutenção da temperatura é realizada por meio de fontes de calor controladas, como resistores elétricos, maçaricos a gás ou sistemas de indução, garantindo que a zona de soldagem permaneça dentro da faixa especificada durante todo o processo.
7. Equipamentos: Resistores Cerâmicos, Indução e Manta
A escolha do equipamento de aquecimento é crucial para garantir um controle preciso e eficiente das temperaturas de pré-aquecimento e interpasse. Os resistores cerâmicos flexíveis são amplamente utilizados na indústria devido à sua versatilidade e capacidade de se adaptar a diferentes geometrias de peças. Eles são compostos por elementos resistivos encapsulados em cerâmica, que geram calor ao serem energizados eletricamente. São controlados por unidades de controle de temperatura que permitem manter a peça na faixa térmica desejada por longos períodos, sendo ideais para pré-aquecimento de grandes estruturas e para a manutenção da temperatura de interpasse. O aquecimento por indução representa uma tecnologia avançada, oferecendo alta eficiência e rapidez. Neste método, um campo eletromagnético é gerado por uma bobina, induzindo correntes parasitas na peça metálica, que por sua vez geram calor. A principal vantagem da indução é o aquecimento uniforme e localizado, com controle preciso da temperatura e menor tempo de aquecimento. É particularmente eficaz para tubulações e componentes de geometria regular. As mantas térmicas, por sua vez, são soluções práticas e portáteis, especialmente para peças menores ou para aplicações em campo. Elas contêm elementos resistivos embutidos em um tecido isolante, proporcionando um aquecimento mais suave e distribuído. A seleção do equipamento depende de fatores como o tamanho e a geometria da peça, o material, a temperatura requerida, a disponibilidade de energia e as condições ambientais do local de trabalho.8. Documentação: WPS, PQR e Registro de Execução
A documentação é um pilar fundamental na garantia da qualidade e rastreabilidade dos processos de soldagem, especialmente no que tange ao pré-aquecimento e à temperatura de interpasse. O Procedimento de Soldagem (WPS) é o documento que detalha todos os parâmetros essenciais e não essenciais da soldagem, incluindo as temperaturas mínima de pré-aquecimento e, quando aplicável, máxima de interpasse. Este documento é a base para a execução da soldagem e deve ser rigorosamente seguido pelos soldadores e operadores. A qualificação do WPS é realizada através do Registro de Qualificação de Procedimento (PQR), que documenta os parâmetros reais utilizados durante a soldagem de um cupom de teste e os resultados dos ensaios mecânicos e metalúrgicos. O PQR valida que o procedimento é capaz de produzir soldas com as propriedades desejadas. As normas, como a ASME Section IX QW-406, exigem que as temperaturas de pré-aquecimento e interpasse utilizadas no PQR sejam registradas e que qualquer alteração significativa (redução do pré-aquecimento mínimo ou aumento da temperatura máxima de interpasse) no WPS em relação ao PQR pode exigir uma nova qualificação. Além do WPS e PQR, é indispensável manter registros detalhados da execução da soldagem. Estes registros devem incluir as temperaturas de pré-aquecimento e interpasse medidas durante a produção, garantindo a conformidade com o WPS e fornecendo um histórico completo para auditorias e futuras análises de desempenho. A documentação completa e precisa é, portanto, uma ferramenta indispensável para a segurança, qualidade e conformidade regulatória na indústria.Como Reduzir Seus Riscos?
❌ Risco
Ausência de ART CREA-AM: Serviços técnicos sem Anotação de Responsabilidade Técnica violam a Lei nº 6.496/1977 e expõem o contratante a embargos do CREA-AM.
✅ Solução
Toda execução deve incluir ART emitida por engenheiro registrado no CREA-AM, com rastreabilidade do procedimento.
❌ Risco
Não conformidade normativa: Desvios de normas (ASME, AWS, ABNT NBR) comprometem integridade operacional e podem invalidar laudos.
✅ Solução
Procedimentos qualificados (PQR) e profissionais certificados garantem conformidade às normas.
❌ Risco
Rastreabilidade insuficiente: Sem dossiê técnico QA/QC completo, auditorias e manutenções preventivas tornam-se impraticáveis.
✅ Solução
Dossiê técnico digital com curvas de TT, planilhas, fotografias e laudos assinados.
Perguntas Frequentes
Sobre pré-aquecimento e interpasse
P:Como calcular a temperatura de pré-aquecimento conforme AWS D1.1?
A determinação da temperatura de pré-aquecimento conforme a AWS D1.1 não envolve um cálculo por fórmula única, mas sim a consulta a tabelas pré-qualificadas. O processo inicia-se com a identificação do material base na Tabela 3.1 da AWS D1.1/D1.1M, que agrupa os aços e define sua categoria de pré-aquecimento (A, B, C ou D). Por exemplo, um aço ASTM A36 é tipicamente classificado no Grupo II. Em seguida, é crucial determinar a espessura combinada da junta, que para juntas de topo geralmente corresponde à maior espessura, e para juntas em T ou de filete, à soma das espessuras efetivamente conectadas na região da solda. Com a categoria do material e a espessura combinada estabelecidas, a Tabela 3.2 da AWS D1.1/D1.1M é consultada para obter a temperatura mínima de pré-aquecimento e de interpasse. Esta tabela correlaciona a categoria do material e a faixa de espessura combinada com a temperatura exigida. Por exemplo, para um material da Categoria A com espessura combinada entre 3 e 20 mm, a temperatura mínima pode ser de 10 °C. Para um material da Categoria C com espessura entre 38 e 65 mm, a temperatura pode ser de 110 °C.
P:Qual a diferença entre temperatura de pré-aquecimento e interpasse?
A temperatura de pré-aquecimento e a temperatura de interpasse são controles térmicos cruciais na soldagem, diferenciando-se pelo momento de aplicação. A temperatura de pré-aquecimento refere-se à temperatura do metal base na região da junta imediatamente antes do primeiro passe de solda. Seu objetivo principal é reduzir a velocidade de resfriamento da Zona Termicamente Afetada (ZTA), minimizando o risco de trincas a frio por hidrogênio e tensões residuais iniciais. Esta prática melhora a soldabilidade de aços com maior equivalente de carbono, alta espessura ou elevado grau de restrição. Normas como a AWS D1.1 e a ASME B31.3 estabelecem requisitos mínimos para esta temperatura, conforme o tipo de material e espessura. Por outro lado, a temperatura de interpasse é a temperatura da junta imediatamente antes de cada passe subsequente em uma soldagem multipasse. Sua função é manter a junta dentro de uma faixa térmica adequada entre os cordões, garantindo que a taxa de resfriamento permaneça controlada, o que evita a formação de microestruturas indesejadas, como martensita dura, e trincas por hidrogênio. Além disso, a temperatura de interpasse possui um limite máximo, essencial para prevenir o crescimento excessivo de grãos, a queda de tenacidade e a perda de propriedades mecânicas.
P:Por que aços Cr-Mo P-91 exigem pré-aquecimento mais alto que aço carbono?
Aços Cr-Mo P-91 exigem pré-aquecimento superior aos aços carbono devido à sua composição e suscetibilidade a trincas. O P-91, conforme ASTM A335 Gr. P91, contém aproximadamente 9% Cr e 1% Mo, conferindo alta temperabilidade. Durante o resfriamento rápido, forma martensita dura e frágil na Zona Afetada pelo Calor (ZAC). Em contraste, aços carbono, como o ASTM A106 Gr. B, formam microestruturas mais dúcteis. Para mitigar a formação excessiva de martensita e reduzir a taxa de resfriamento, o P-91 requer pré-aquecimento na faixa de 200–350 °C, com controle rigoroso da temperatura interpasse. Adicionalmente, o P-91 é mais suscetível a trincas a frio por hidrogênio. O hidrogênio difusível, introduzido durante a soldagem, pode acumular-se em regiões de alta dureza e tensão, levando à trinca retardada. O pré-aquecimento elevado e a manutenção da temperatura interpasse, geralmente entre 200–350 °C, diminuem o gradiente térmico, reduzem as tensões residuais e permitem a difusão e escape do hidrogênio. Este controle é crucial para evitar falhas, especialmente em componentes que operam em condições de alta temperatura e pressão. O pré-aquecimento adequado é fundamental para controlar a microestrutura do P-91 e garantir suas propriedades de resistência ao escoamento em altas temperaturas, até aproximadamente 600 °C. A microestrutura martensítica revenida específica, essencial para o desempenho do material, é comprometida se a soldagem for realizada sem o pré-aquecimento e controle de interpasse apropriados, conforme as diretrizes da ASME II-A e outras normas de fabricação.
Resumo Estratégico
O pré-aquecimento e a temperatura de interpasse são parâmetros críticos na soldagem, regulados por normas como ASME Section IX QW-406, AWS D1.1 Cláusula 5.6 e ASME B31.3 Tabela 330.1.1. Sua correta aplicação previne trincas a frio (HIC), controla a microestrutura da Zona Termicamente Afetada (ZTA) e reduz tensões residuais, assegurando a integridade metalúrgica da junta soldada. A conformidade com esses requisitos é essencial para a segurança e durabilidade de estruturas e equipamentos industriais.
Se você gostou deste artigo, você precisa ler:
📚 Referências Normativas e Técnicas
[1] Lei nº 6.496/1977 — Institui a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
[2] ASME Section IX QW-406 — Preheat
[3] AWS D1.1:2020 — Structural Welding Code (Steel)
[4] ASME B31.3 Tabela 330.1.1 — Process Piping
⚖️ Compromissos Técnicos e Legais
Responsabilidade Técnica (ART): Todos os serviços executados pela Solutec AM são acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por engenheiros registrados no CREA-AM, conforme a Lei nº 6.496/1977 e Resolução CONFEA nº 1.025/2009.
Natureza Informativa: Este artigo tem caráter técnico-consultivo. A aplicação das soluções aqui descritas exige análise individual por engenheiro habilitado, com emissão de ART e projeto executivo adequado às condições específicas de cada obra.
Aléxia Perrone
Engenheira Mecânica
CREA-AM 36950AM · RNP nº 042226912-3
Especialista em construção, montagem e manutenção industrial, com atuação em paradas de manutenção programadas e emergenciais nos segmentos industrial, petroquímico, energético e de infraestrutura. Inspetora de dutos terrestres qualificada e especialista em processos de impermeabilização com geomembranas e geotêxteis. Técnica em Eletrônica Digital e Edificações, possui 9 anos de experiência em gestão da qualidade e de obras, fabricação, soldagem e integridade industrial, com foco em segurança, qualidade e desempenho operacional na região norte.
Excelência em Tratamento Térmico: Precisão e Conformidade Normativa.













