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A NR-13 exige que caldeiras e vasos de pressão no PIM sejam projetados, construídos, inspecionados e mantidos conforme requisitos técnicos rigorosos, incluindo a elaboração de prontuário, a realização de inspeções periódicas por Profissional Habilitado (PH) e a capacitação de operadores. O objetivo primordial é garantir a segurança operacional, prevenindo acidentes e assegurando a integridade dos equipamentos e a proteção dos trabalhadores.

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Resposta Direta

A NR-13 exige que caldeiras e vasos de pressão no PIM sejam projetados, construídos, inspecionados e mantidos conforme requisitos técnicos rigorosos, incluindo a elaboração de prontuário, a realização de inspeções periódicas por Profissional Habilitado (PH) e a capacitação de operadores. O objetivo primordial é garantir a segurança operacional, prevenindo acidentes e assegurando a integridade dos equipamentos e a proteção dos trabalhadores.

A segurança operacional no Polo Industrial de Manaus (PIM) é crucial. Caldeiras e vasos de pressão, essenciais em processos produtivos, representam riscos se não gerenciados. A Norma Regulamentadora NR-13 estabelece diretrizes para garantir a integridade desses equipamentos, desde projeto e fabricação até inspeção, manutenção e desativação.

Este artigo técnico explora a NR-13 aplicada a caldeiras e vasos de pressão no PIM. Abordaremos tipos de caldeiras, categorias e prazos de inspeção, requisitos para vasos de pressão (ASME VIII), teste hidrostático e impactos econômicos da conformidade em termelétricas e no setor petroquímico em Manaus.

1. Caldeiras e Vasos de Pressão NR-13 no PIM: Inspeção, Manutenção e Conformidade

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2. Tipos de Caldeiras Industriais: Flamotubular, Aquatubular e Recuperação

Caldeiras industriais são vitais, convertendo energia térmica em vapor. A escolha do tipo depende da pressão, temperatura, capacidade, combustível e aplicação. No PIM, a diversidade industrial demanda várias soluções em caldeiras.

### Caldeiras Flamotubulares Caldeiras flamotubulares (tubo de fogo) têm gases quentes passando por tubos imersos em água, gerando vapor. São compactas e de menor custo inicial, ideais para menor a média capacidade. Operam até 20 kgf/cm² (19,6 bar), produzindo vapor saturado. Vantagens incluem fácil manutenção e estabilidade. No PIM, são comuns em indústrias de alimentos, hospitais e pequenas plantas de processo.

### Caldeiras Aquatubulares Caldeiras aquatubulares (tubo de água) têm água circulando dentro dos tubos e gases quentes externamente. Suportam pressões e temperaturas elevadas, ideais para alta capacidade. Operam de 10 a 40 kgf/cm² (ou mais de 200 kgf/cm² em especializadas), gerando vapor saturado ou superaquecido. Adequadas para termelétricas, refinarias e grandes complexos industriais no PIM, apesar do custo inicial mais alto.

### Caldeiras de Recuperação Caldeiras de recuperação reaproveitam energia térmica de gases de processo ou efluentes quentes, gerando vapor. Essenciais para eficiência energética e sustentabilidade, reduzem perdas e consumo de combustível. Fontes incluem processos siderúrgicos e fornos industriais. No PIM, Caldeiras de Recuperação de Calor (HRSG) são cruciais em termelétricas de ciclo combinado para maximizar a geração de energia.

### Combustíveis e Capacidade Combustíveis comuns incluem gás natural, óleo combustível, diesel e biomassa. O gás natural é amplamente usado no PIM por sua queima limpa. A capacidade de vapor é em t/h, variando de 5 a 100 t/h em plantas de processo. A pressão de trabalho (baixa, média, alta, crítica) influencia a aplicação e os requisitos de segurança. No PIM, a seleção e operação de caldeiras seguem análise técnica detalhada e conformidade com a NR-13.

3. NR-13: Categorias, Prazos de Inspeção e Penalidades

A NR-13 é essencial para a segurança industrial no Brasil, prevenindo acidentes em equipamentos sob pressão. A versão atual (Portaria MTP nº 672/2021) eliminou a Categoria C, classificando caldeiras em duas categorias principais.

### Categorias de Caldeiras A NR-13 classifica caldeiras pela pressão de operação: Categoria A: Pressão ≥ 1.960 kPa (19,6 bar), para caldeiras de alta pressão (termoelétricas, grandes processos). Categoria B: Pressão > 60 kPa e < 1.960 kPa, para caldeiras de baixa e média pressão (alimentos, hospitais). Essa distinção define prazos de inspeção e requisitos técnicos.

### Tipos de Inspeção de Caldeiras A NR-13 prevê: Inspeção Inicial: Antes da operação ou após reconstruções. Inspeção de Segurança Periódica: Exames interno e externo em intervalos máximos para verificar a condição geral. Inspeção Extraordinária: Após acidentes, reparos importantes, alterações de processo ou inatividade prolongada.

### Prazos de Inspeção de Caldeiras Os prazos máximos para inspeção periódica (item 13.4.4.4) são:

  • Doze meses para caldeiras categorias A e B.
  • Dezoito meses para caldeiras de recuperação de álcalis.
  • Vinte e quatro meses para caldeiras categoria A, com teste de válvulas de segurança aos doze meses.
  • Trinta meses para caldeiras categoria B com Sistema de Gerenciamento de Combustão (SGC) conforme Anexo IV.
A inspeção periódica inclui exames interno e externo. A conformidade é vital para evitar interrupções e penalidades.

### Prontuário da Caldeira e Operador Habilitado Cada caldeira deve ter um Prontuário completo com dados de projeto, inspeções e reparos, mantido atualizado. A operação deve ser feita por operadores capacitados, com certificado de Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras, conforme NR-13.

### Penalidades por Não Conformidade A não conformidade com a NR-13 acarreta multas elevadas, interdição do equipamento ou estabelecimento, e responsabilização civil e criminal. Interdições geram perdas financeiras por paralisação e danos à reputação. A adesão à NR-13 é uma estratégia essencial para gestão de riscos e continuidade dos negócios no PIM.

4. Vasos de Pressão: ASME VIII, PMTA e Classificação NR-13

Vasos de pressão são recipientes para fluidos sob pressão, críticos em diversas indústrias. Sua segurança é regulada por normas como ASME BPVC Section VIII e NR-13.

### ASME BPVC Section VIII: Divisões 1 e 2 O código ASME Section VIII é globalmente reconhecido para projeto e fabricação de vasos de pressão: ASME Section VIII, Division 1 (DBR): Método prescritivo com fórmulas e tabelas, para pressões de 0,1 a 20,7 MPa. Fator de segurança de ~3,5. Requer determinação de espessura mínima e teste hidrostático (1,3 a 1,5 vezes a pressão de projeto). ASME Section VIII, Division 2 (DBA): Regras alternativas para equipamentos críticos de alta pressão, com projeto por análise (FEA). Fator de segurança reduzido (~2,4), compensado por requisitos mais rigorosos de material, fabricação e END.

### U-Stamp (ASME) O U-Stamp é uma certificação ASME para vasos construídos conforme Section VIII por fabricante autorizado. Implica sistema de qualidade auditado, uso de Inspetor Autorizado (AI) e prontuário detalhado (Form U-1) com PMTA. Vasos com U-Stamp são aceitos globalmente por seu alto padrão de segurança.

### Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA) A PMTA é a maior pressão segura para um vaso, considerando o componente mais fraco e a temperatura de operação. É calculada com base em material, espessuras e eficiências de solda. Deve estar no prontuário e na placa de identificação. Requalificação por Profissional Habilitado (PH) é necessária após reparos ou alterações.

### NR-13: Campo de Aplicação e Classificação de Vasos de Pressão A NR-13 aplica-se a vasos com produto P x V (pressão em kPa x volume em m³) superior a 8, e considera a classe do fluido:

  • Fluido Classe A: Inflamáveis, tóxicos, alto risco.
  • Fluido Classe B: Combustíveis (ponto de fulgor ≥ 60°C), risco de explosão.
  • Fluido Classe C: Vapor, gases inertes, ar comprimido.
  • Fluido Classe D: Água ou outros.
A NR-13 classifica vasos em categorias I a V (I = maior risco, V = menor risco) com base em P x V e classe do fluido. Essa categorização define prazos de inspeção e requisitos de segurança, sendo indispensável para a operação segura no PIM.

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5. Inspeção e Teste Hidrostático: Procedimentos e Certificação

Inspeção regular e teste hidrostático são mandatórios pela NR-13 para garantir a segurança de caldeiras e vasos de pressão. Esses processos identificam falhas e anomalias, sendo cruciais para a certificação e continuidade operacional.

### Inspeção Interna e Externa A inspeção de segurança periódica inclui exames detalhados: Inspeção Externa: Verifica condição geral, isolamento, suportes, tubulações, dispositivos de segurança, vazamentos, corrosão e deformações. Inspeção Interna: Com equipamento despressurizado e limpo, inspeciona superfícies internas (casco, tubos, espelhos) em busca de corrosão, trincas e deformações. Ensaios não destrutivos (END) podem ser usados. Essencial para avaliar vida útil e necessidade de reparos.

### Teste Hidrostático (TH) O teste hidrostático (TH) verifica a integridade estrutural e estanqueidade. O equipamento é preenchido com líquido (água) e pressurizado a 1,3 a 1,5 vezes a PMTA por um período. Durante a manutenção da pressão, busca-se vazamentos ou deformações. A NR-13 exige TH na fabricação e após reparos significativos, podendo ser dispensado em inspeções periódicas se a integridade for comprovada por outros meios e justificada por PH.

### Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos (SPIE) Empresas com muitos equipamentos podem instituir um SPIE, estrutura interna com PHs para gerenciar e executar inspeções NR-13. Vantagens incluem maior controle, conhecimento aprofundado, flexibilidade e otimização de custos. O SPIE deve ser formalmente constituído e aprovado pelo Ministério do Trabalho.

### Laudo de Inspeção e Certificação Após cada inspeção, um laudo de inspeção detalhado deve ser elaborado por um PH, contendo identificação, data, resultados, conclusões, recomendações e data da próxima inspeção. O laudo, anexado ao prontuário, é crucial para a certificação da conformidade com a NR-13, garantindo operação segura e evitando multas.

6. Caldeiras e Vasos no PIM: Termelétricas, Petroquímico e Custos

O Polo Industrial de Manaus (PIM) depende da geração de vapor e vasos de pressão. Termelétricas e indústrias petroquímicas ressaltam a importância da conformidade com a NR-13 para segurança e sustentabilidade.

### Termelétricas em Manaus Manaus possui um parque termoelétrico vital, com usinas como UTE Manaus III e UTE Mauá. Elas utilizam caldeiras aquatubulares e HRSG (Heat Recovery Steam Generators) em ciclos combinados a gás natural, otimizando a eficiência energética. A operação segura dessas caldeiras de alta pressão é crucial para o fornecimento de energia e a segurança dos trabalhadores, tornando a NR-13 indispensável.

### Setores Intensivos em Caldeiras e Vasos de Pressão no PIM Além das termelétricas, outros setores no PIM são grandes usuários:

  • Petroquímico e Químico: Vasos de pressão em reatores, trocadores de calor e tanques para produtos inflamáveis/tóxicos, exigindo conformidade com NR-13 e ASME VIII.
  • Alimentos e Bebidas: Caldeiras para vapor em cozimento, esterilização; vasos em pasteurizadores e tanques de fermentação.
  • Farmacêutico: Vapor de alta pureza para esterilização; caldeiras e vasos em autoclaves e reatores.
A presença desses equipamentos em quase todos os setores do PIM destaca a abrangência da NR-13 para a segurança industrial.

### Custos da Parada e da Inspeção A conformidade com a NR-13 envolve custos diretos e indiretos. Custo da Parada Não Programada: Falhas ou interdições geram perdas de produção, reparos emergenciais caros, danos à reputação, multas e custos com acidentes. Custo da Inspeção e Manutenção Preventiva: Investimento em serviços de inspeção (PHs), END, teste hidrostático, treinamento de operadores e atualização de prontuários. Esses custos são menores que os de uma parada não programada ou acidente.

AspectoConformidade com NR-13 (Investimento Preventivo)Não Conformidade (Custos Reativos)
Natureza do CustoPlanejado, previsível, otimizadoNão planejado, emergencial, imprevisível, exponencial
Impacto OperacionalParadas programadas, mínima interrupçãoParadas emergenciais, interdição, perda total de produção
SegurançaAlta segurança, prevenção de acidentesRisco elevado de acidentes, lesões, fatalidades
ReputaçãoFortalecida, confiabilidadeDanificada, perda de credibilidade
Legal/RegulatórioCumprimento, ausência de multasMultas elevadas, processos judiciais, interdição
Exemplo de CustoR$ 5.000 - R$ 50.000 (inspeção por equipamento)R$ 500.000 - R$ 5.000.000+ (perda de produção, reparos, multas, danos)

A conformidade com a NR-13 é uma estratégia inteligente de gestão de riscos e custos no PIM, essencial para a perenidade dos negócios e a proteção da força de trabalho.

Riscos Operacionais e Soluções

Operar caldeiras e vasos de pressão no PIM sem conformidade com a NR-13 gera riscos significativos: acidentes graves, perdas financeiras e danos à reputação. Detalhamos três riscos críticos e suas soluções.

### Risco 1: Operar caldeira sem inspeção NR-13 em dia Operar caldeira sem inspeções periódicas em dia é infração grave, aumentando o risco de falhas estruturais, vazamentos e explosões. A falta de inspeções impede a detecção de corrosão ou trincas, transformando o equipamento em um perigo. Além do risco à vida, a empresa sofre multas, interdição e responsabilização legal.

Solução: Implementar um plano de gerenciamento de integridade com cronograma rigoroso de inspeções NR-13. Contratar a Solutec AM, com PHs, para inspeções internas, externas e testes hidrostáticos, garantindo laudos e prontuários atualizados. Usar sistemas de gestão para monitorar prazos e programar manutenções preventivas.

### Risco 2: PMTA (Pressão Máxima de Trabalho Admissível) não requalificada Se a PMTA não for requalificada após reparos, alterações ou degradação, o equipamento pode operar acima de sua capacidade segura, aumentando o risco de ruptura. Uma PMTA desatualizada expõe a empresa a acidentes e penalidades.

Solução: Assegurar que qualquer alteração ou degradação significativa seja acompanhada pela requalificação da PMTA por um PH. O PH realizará cálculos e ENDs para determinar a nova PMTA segura. O laudo deve ser anexado ao prontuário, e a placa de identificação atualizada.

### Risco 3: Operador sem treinamento e certificação NR-13 Operar equipamentos por pessoal não qualificado ou sem certificação NR-13 é um risco humano crítico. Operadores sem conhecimento adequado podem cometer erros que levam a acidentes graves, comprometendo a resposta a emergências e expondo a empresa a responsabilidades legais.

Solução: Investir na capacitação e certificação contínua de operadores, conforme NR-13. O treinamento deve cobrir teoria e prática, incluindo funcionamento, procedimentos de segurança e emergência. A certificação deve ser renovada, e registros mantidos. A Solutec AM oferece cursos e treinamentos especializados.

A conformidade com a NR-13 no PIM exige inspeção periódica de caldeiras e vasos de pressão com prazos rigorosos por categoria, teste hidrostático conforme ASME, prontuário atualizado e operadores treinados. A Solutec AM executa o ciclo completo com ART CREA-AM e DataBook rastreável.

7. Por Que Confiar na Solutec AM para Inspeção NR-13

A conformidade com a NR-13 para caldeiras e vasos de pressão é crucial para as indústrias do PIM, garantindo segurança operacional, continuidade dos negócios e sustentabilidade. A Solutec AM oferece soluções técnicas especializadas para atender a esses requisitos complexos.

Nossa equipe de Profissionais Habilitados (PH) tem vasta experiência em inspeções de segurança (periódicas e extraordinárias), testes hidrostáticos, requalificação de PMTA e elaboração de laudos conforme NR-13 e ASME VIII. A Solutec AM apoia na implementação de sistemas de gerenciamento de integridade, organização de prontuários e capacitação de operadores. Ao escolher a Solutec AM, as empresas do PIM investem em expertise técnica, rigor normativo e compromisso com a segurança e excelência operacional.

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Como Reduzir Seus Riscos?

❌ Risco

Ausência de ART CREA-AM: Serviços técnicos sem Anotação de Responsabilidade Técnica violam a Lei nº 6.496/1977 e expõem o contratante a embargos do CREA-AM.

✅ Solução

Toda execução deve incluir ART emitida por engenheiro registrado no CREA-AM, com rastreabilidade do procedimento e materiais empregados.

❌ Risco

Não conformidade normativa: Desvios de normas técnicas (ABNT NBR, ASME, NR, API) comprometem integridade operacional e podem invalidar laudos de inspeção.

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Procedimentos qualificados (PQR) e profissionais certificados garantem conformidade integral às normas aplicáveis ao escopo.

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Rastreabilidade insuficiente: Sem dossiê técnico QA/QC completo, auditorias e manutenções preventivas tornam-se impraticáveis, elevando riscos operacionais.

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Dossiê técnico digital com registros fotográficos, planilhas de campo e laudos assinados por engenheiro responsável.

FAQ

Perguntas Frequentes

Sobre caldeiras vasos pressao nr13 pim

P:Quais as categorias de caldeiras conforme NR-13?

A Norma Regulamentadora 13 (NR-13), em sua versão mais recente, consolidada após a Portaria MTP nº 672/2021 e atualizada em 20/10/2022, estabelece duas categorias principais para caldeiras, eliminando a antiga Categoria C. Essa classificação é fundamental para determinar os requisitos de projeto, fabricação, inspeção e segurança.\n\nAs categorias vigentes são:\n\n1. **Categoria A:** Inclui caldeiras com pressão de operação igual ou superior a 1.960 kPa (equivalente a 19,6 bar). Esta categoria abrange equipamentos de alta pressão, tipicamente encontrados em usinas termoelétricas, grandes refinarias e complexos petroquímicos, onde a demanda por vapor em alta pressão e temperatura é constante e crítica. Devido ao seu potencial de risco e complexidade operacional, as caldeiras de Categoria A possuem requisitos de segurança e inspeção mais rigorosos.\n\n2. **Categoria B:** Engloba caldeiras com pressão de operação superior a 60 kPa (0,6 bar) e inferior a 1.960 kPa (19,6 bar). Esta categoria é a mais comum em diversas indústrias, como alimentos e bebidas, lavanderias industriais, hospitais, e outras plantas de processo de médio e pequeno porte. Embora operem em pressões mais baixas que a Categoria A, ainda exigem conformidade estrita com a NR-13 para garantir a segurança dos trabalhadores e a integridade dos equipamentos.\n\nA antiga Categoria C, que se referia a caldeiras com pressão de operação igual ou inferior a 60 kPa, foi revogada na atualização da norma. Portanto, é crucial consultar a versão mais atualizada da NR-13 para garantir a correta classificação e aplicação dos requisitos de segurança.

P:Qual o prazo de inspeção periódica de caldeira categoria A?

Conforme a NR-13 atualizada (Portaria MTP nº 672/2021, com retificação em 20/10/2022), a inspeção de segurança periódica para caldeiras de Categoria A, que inclui exames interno e externo, possui um prazo máximo estabelecido. O prazo básico para essas caldeiras é de **doze meses**.\n\nNo entanto, a norma prevê uma possibilidade de ampliação desse prazo sob condições específicas. O item 13.4.4.4, alínea 'c', da NR-13, estabelece que o prazo pode ser estendido para **vinte e quatro meses** para caldeiras da Categoria A, desde que, aos doze meses, sejam testadas as pressões de abertura das válvulas de segurança. Essa condição visa garantir que os dispositivos de alívio de pressão, cruciais para a segurança da caldeira, estejam funcionando corretamente, mesmo que a inspeção interna e externa completa seja postergada.\n\nÉ importante ressaltar que a inspeção de segurança periódica é um processo abrangente que inclui tanto o exame interno quanto o externo do equipamento. A norma não separa os prazos para exames internos e externos de forma isolada, mas sim define o período para a inspeção completa. Além disso, a NR-13 também exige uma inspeção inicial antes da entrada em operação e inspeções extraordinárias em casos de acidentes, reparos significativos ou alterações no processo. O cumprimento rigoroso desses prazos e condições é essencial para a segurança operacional e a conformidade legal.

P:Vaso de pressão precisa de teste hidrostático?

Sim, vasos de pressão geralmente precisam de teste hidrostático, tanto durante a fabricação quanto em inspeções periódicas ou após reparos significativos. Este teste é uma etapa crucial para garantir a integridade estrutural e a segurança do equipamento.\n\nDurante a fabricação, o teste hidrostático é um requisito fundamental da ASME Section VIII, Div. 1 (UG-99), que é um dos códigos de projeto e fabricação mais utilizados globalmente. A pressão de teste típica é de pelo menos 1,3 vezes a pressão máxima de trabalho admissível (PMTA), podendo chegar a 1,5 vezes, dependendo de fatores como o material e as tensões admissíveis utilizadas no projeto. O objetivo é verificar se o vaso pode suportar as tensões operacionais e de projeto sem deformações permanentes ou vazamentos.\n\nNo Brasil, a NR-13 também exige o teste hidrostático em diversas situações. Ele é mandatório na inspeção inicial, antes da entrada em operação, e após reparos ou alterações significativas que possam afetar a integridade do vaso. Embora a NR-13 não estabeleça um prazo fixo para a repetição do teste hidrostático em inspeções periódicas de vasos de pressão em operação, ela permite que o Profissional Habilitado (PH) determine a necessidade com base na avaliação de risco e nas condições do equipamento. Em muitos casos, o teste hidrostático pode ser substituído por outros métodos de ensaio não destrutivo (END) ou por uma análise de integridade, desde que justificado tecnicamente e aprovado pelo PH, especialmente em equipamentos de grande porte ou com fluidos perigosos, onde o esvaziamento e enchimento podem ser complexos e arriscados. No entanto, a preferência e a segurança ditam que o teste hidrostático seja realizado sempre que possível e necessário.

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Resumo Estratégico

A gestão de caldeiras e vasos de pressão no PIM exige rigorosa aderência à NR-13, abrangendo desde o projeto e construção, conforme ASME Seção VIII, até a inspeção e manutenção periódica. A conformidade com a ABNT NBR 16052 e API 510 é fundamental para a segurança operacional, prevenindo acidentes e garantindo a integridade dos equipamentos e a proteção dos trabalhadores em ambientes industriais complexos.

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A Solutec AM não entrega apenas serviços de manutenção. Entregamos segurança jurídica, conformidade normativa e rastreabilidade técnica. Reduzimos o risco operacional da sua planta industrial através de engenharia baseada em dados e normas técnicas internacionais.

Nossos Compromissos Técnicos:

Inspeções conforme NR-13 e ASME Seção VIII
Elaboração de Prontuários e PMTA (Pressão Máxima de Trabalho Admissível)
Testes hidrostáticos e ultrassom de espessura (ABNT NBR 16052)
Profissionais Habilitados (PH) com registro no CREA
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📚 Referências Normativas e Técnicas

[1] Lei nº 6.496/1977 — Institui a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)

[2] Resolução CONFEA nº 1.025/2009 — Regulamenta a ART

[3] ABNT NBR ISO 9001:2015 — Sistemas de gestão da qualidade

[4] NR-13 — Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos

⚖️ Compromissos Técnicos e Legais

Responsabilidade Técnica (ART): Todos os serviços executados pela Solutec AM são acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por engenheiros registrados no CREA-AM, conforme a Lei nº 6.496/1977 e Resolução CONFEA nº 1.025/2009.

Natureza Informativa: Este artigo tem caráter técnico-consultivo. A aplicação das soluções aqui descritas exige análise individual por engenheiro habilitado, com emissão de ART e projeto executivo adequado às condições específicas de cada obra.

Eng. Aléxia Perrone — Engenheira Mecânica CREA-AM 36950AM

Aléxia Perrone

Engenheira Mecânica

CREA-AM 36950AM  ·  RNP nº 042226912-3

Especialista em construção, montagem e manutenção industrial, com atuação em paradas de manutenção programadas e emergenciais nos segmentos industrial, petroquímico, energético e de infraestrutura. Inspetora de dutos terrestres qualificada e especialista em processos de impermeabilização com geomembranas e geotêxteis. Técnica em Eletrônica Digital e Edificações, possui 9 anos de experiência em gestão da qualidade e de obras, fabricação, soldagem e integridade industrial, com foco em segurança, qualidade e desempenho operacional na região norte.

SOLUTEC AM — ENGENHARIA INDUSTRIAL

Engenharia de integridade com foco na conformidade normativa, assegurando a segurança e eficiência de ativos industriais.