A bacia de contenção de tanques é uma estrutura essencial para a segurança ambiental e operacional, projetada para reter vazamentos de líquidos inflamáveis e combustíveis. Sua construção e dimensionamento são regulamentados por normas como a CONAMA 420/2009 e a ABNT NBR 17505, que estabelecem requisitos para volume, impermeabilização e distâncias de segurança. O dimensionamento deve considerar o volume do maior tanque mais uma margem de segurança, e a impermeabilização deve garantir uma permeabilidade mínima.
Resposta Direta
A bacia de contenção de tanques é uma estrutura essencial para a segurança ambiental e operacional, projetada para reter vazamentos de líquidos inflamáveis e combustíveis. Sua construção e dimensionamento são regulamentados por normas como a CONAMA 420/2009 e a ABNT NBR 17505, que estabelecem requisitos para volume, impermeabilização e distâncias de segurança. O dimensionamento deve considerar o volume do maior tanque mais uma margem de segurança, e a impermeabilização deve garantir uma permeabilidade máxima de 10⁻⁶ cm/s, frequentemente alcançada com geomembranas de PEAD ou concreto.
A segurança na armazenagem de líquidos inflamáveis e combustíveis representa um pilar fundamental para a integridade ambiental e a continuidade operacional de indústrias. No contexto da Amazônia Legal, especialmente no Polo Industrial de Manaus (PIM), onde a logística e o armazenamento de insumos são intensivos, a prevenção de acidentes com substâncias perigosas é uma prioridade estratégica. Vazamentos de tanques podem causar impactos ambientais severos, como a contaminação do solo e de recursos hídricos, além de riscos de incêndio e explosão.
Nesse cenário, as bacias de contenção emergem como estruturas de engenharia indispensáveis. Elas são projetadas para confinar e controlar derramamentos, minimizando a dispersão de produtos e facilitando as ações de resposta a emergências. A conformidade com as regulamentações técnicas e ambientais é crucial para garantir a eficácia dessas estruturas e a segurança das operações.
Este documento técnico aborda os aspectos cruciais das bacias de contenção, desde sua função e tipologias até os requisitos normativos estabelecidos pela CONAMA 420 e ABNT NBR 17505. Serão detalhados os princípios de dimensionamento, as tecnologias de impermeabilização e as práticas de drenagem, manutenção e inspeção periódica. O objetivo é fornecer uma visão abrangente e técnica sobre a implementação de bacias de contenção seguras e eficientes, alinhadas às melhores práticas da engenharia e às exigências regulatórias brasileiras.
1. Função e Tipos de Bacia de Contenção
A bacia de contenção, também conhecida como dique de contenção, é uma estrutura projetada para reter, de forma segura, o volume de líquidos inflamáveis ou combustíveis em caso de vazamento de um ou mais tanques. Sua função primordial é prevenir a dispersão desses produtos no meio ambiente, protegendo o solo, as águas superficiais e subterrâneas de contaminação. Além disso, a contenção de vazamentos reduz significativamente o risco de incêndios e explosões, ao limitar a área de propagação do líquido e dos vapores. A estrutura facilita a recuperação do produto derramado e a aplicação de medidas de mitigação.
Existem diversos tipos de bacias de contenção, que variam conforme o material de construção, a configuração do terreno e o tipo de líquido armazenado. As bacias podem ser construídas em concreto armado, terra compactada ou alvenaria, sendo que cada material possui características específicas de resistência e durabilidade. A escolha do tipo de bacia depende de fatores como o volume total dos tanques, as condições geotécnicas do local e as exigências normativas aplicáveis. A NBR 17505-1:2013 (corrigida) e a NBR 7505-1 definem as diretrizes para a construção dessas estruturas.
As bacias de contenção podem ser classificadas em dois grupos principais: as bacias primárias e as bacias secundárias. As bacias primárias são aquelas que envolvem diretamente os tanques, contendo o volume de um único tanque ou de um grupo de tanques. Já as bacias secundárias são estruturas maiores, destinadas a conter vazamentos que possam extravasar as bacias primárias ou provenientes de outras fontes, como tubulações e bombas. A implementação de bacias secundárias é uma medida adicional de segurança, especialmente em parques de armazenamento de grande porte.
Outra classificação importante refere-se à sua geometria e localização. As bacias podem ser elevadas, quando construídas acima do nível do solo, ou enterradas, aproveitando depressões naturais do terreno. As bacias elevadas são comumente construídas com diques de terra ou concreto, enquanto as enterradas podem ser revestidas com materiais impermeabilizantes. A área interna da bacia deve ser projetada para facilitar a drenagem de águas pluviais e a limpeza, evitando o acúmulo de líquidos que possam comprometer sua capacidade de contenção. A NBR 7505-1, item 3.1, especifica que a área interna da bacia deve possuir um coeficiente máximo de permeabilidade de 10⁻⁶ cm/s, referenciado à água a 20 °C.

2. CONAMA 420 e NBR 17505: Requisitos Legais
A regulamentação das bacias de contenção no Brasil é estabelecida por um conjunto de normas técnicas e legislações ambientais, visando garantir a segurança e a proteção do meio ambiente. A Resolução CONAMA nº 420/2009 é um marco importante, pois estabelece critérios e valores orientadores de qualidade do solo e da água subterrânea para diversas substâncias químicas. Embora não dimensione diretamente as bacias, esta resolução implica a obrigatoriedade de sistemas de contenção e impermeabilização adequados, prevenindo a contaminação do solo e da água subterrânea. A conformidade com a CONAMA 420 é essencial para o licenciamento ambiental de empreendimentos que armazenam líquidos perigosos.
A principal norma técnica para o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis é a série ABNT NBR 17505 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis. Esta série é composta por diversas partes, sendo as mais relevantes para bacias de contenção a NBR 17505-1:2013 (Disposições gerais) e a NBR 17505-2:2015 (Armazenamento em tanques e vasos). A NBR 17505-2:2015 é a referência primária para o dimensionamento da capacidade volumétrica das bacias, estabelecendo critérios claros para a retenção de vazamentos. A NBR 17505-7:2024, mais recente, atualiza requisitos de proteção contra incêndio para parques de armazenamento, incluindo as bacias de contenção.
A ABNT NBR 7505-1 – Armazenagem de líquidos inflamáveis e combustíveis – Parte 1 (versão de 2000/2001) ainda é utilizada como referência em muitos órgãos públicos e editais, apesar de ter sido parcialmente substituída pela série NBR 17505. Esta norma detalha a capacidade volumétrica mínima da bacia, o posicionamento dos diques e a permeabilidade do solo. Ela especifica que a permeabilidade máxima do piso e do solo da bacia deve ser de 10⁻⁶ cm/s, o que, na prática, exige a impermeabilização da superfície interna da bacia para atender aos requisitos de proteção ambiental e prevenir a contaminação.
A combinação da CONAMA 420 com as NBR 17505 e NBR 7505 estabelece um arcabouço legal e técnico robusto para o projeto e a construção de bacias de contenção. As licenças ambientais, especialmente no contexto do PIM e da Amazônia Legal, frequentemente remetem a essas normas, exigindo que os projetos de engenharia incorporem seus requisitos. A fiscalização por órgãos como o IPAAM (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) assegura que as instalações estejam em conformidade, protegendo os ecossistemas locais e a saúde pública.

3. Dimensionamento da Bacia: Volume e Geometria
O dimensionamento adequado da bacia de contenção é um dos aspectos mais críticos para sua eficácia, garantindo que ela possa reter o volume total de um vazamento. A NBR 17505-2:2015 é a principal referência para o cálculo da capacidade volumétrica mínima em sistemas de armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis. Esta norma estabelece que a capacidade da bacia deve ser, no mínimo, igual a 100% do volume do maior tanque contido na bacia, acrescido de uma margem de segurança de 10%. Ou seja, a bacia deve ter uma capacidade volumétrica de, no mínimo, 110% do volume do maior tanque.
Essa margem de 10% é fundamental para acomodar volumes adicionais que podem surgir durante um evento de vazamento. Inclui o deslocamento da base do tanque, ondulações do líquido, formação de espuma e o volume inicial de água de combate a incêndio. Em parques de armazenamento com múltiplos tanques, o cálculo deve considerar o cenário de falha do maior tanque, garantindo que todo o seu conteúdo seja contido. A NBR 7505-1 (versão 2000/2001) apresenta um critério mais geométrico, que também é frequentemente utilizado por órgãos ambientais e corpo de bombeiros.
Para tanques verticais em uma mesma bacia de contenção, a NBR 7505-1 especifica que a capacidade volumétrica da bacia deve ser, no mínimo, igual ao volume do maior tanque, somado ao volume de deslocamento da base deste tanque e aos volumes equivalentes ao deslocamento dos demais tanques, suas bases e diques intermediários. Para tanques horizontais, a capacidade da bacia deve ser igual ao somatório dos volumes de todos os tanques horizontais contidos na bacia. Em bacias com apenas um tanque, a capacidade deve ser igual ao volume do tanque mais o volume correspondente à base do tanque. Na prática, adota-se o critério mais conservador ou aquele exigido pela licença ambiental ou Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
A geometria da bacia também é crucial. A altura dos diques deve ser suficiente para conter o volume calculado, considerando a área interna da bacia. Os taludes internos e externos dos diques devem ser projetados com inclinação adequada para garantir a estabilidade estrutural e a segurança, evitando desmoronamentos. A NBR 7505-1 estabelece requisitos para diques intermediários, que podem ser necessários para segregar tanques ou para criar compartimentos menores dentro de uma bacia maior, limitando a área de um possível derramamento. A distância mínima entre os tanques e os diques também é regulamentada para permitir acesso para manutenção e combate a incêndio.
4. Impermeabilização: Geomembrana PEAD e Concreto
A impermeabilização da bacia de contenção é um requisito fundamental para prevenir a contaminação do solo e das águas subterrâneas por líquidos vazados. A NBR 17505-2 e a NBR 7505-1 estabelecem que o piso e as paredes da bacia devem possuir um coeficiente de permeabilidade máximo de 10⁻⁶ cm/s, medido com água. Este critério, embora rigoroso, pode ser insuficiente para alguns combustíveis, cuja permeabilidade em solos argilosos pode ser maior. Por isso, a escolha do material impermeabilizante é crítica para garantir a estanqueidade da estrutura ao longo de sua vida útil.
Duas das soluções mais comuns e eficazes para a impermeabilização são as geomembranas de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) e o concreto. A geomembrana de PEAD é amplamente utilizada devido à sua excelente resistência química, durabilidade e baixa permeabilidade, na ordem de 10⁻¹³ a 10⁻¹⁴ cm/s, tornando-a praticamente estanque. As espessuras típicas variam de 1,5 mm a 2,5 mm. Para bacias de contenção de combustíveis com vida útil de 20 a 30 anos, a espessura mínima recomendada é de 1,5 mm, com 2,0 mm sendo preferível em instalações de maior responsabilidade ambiental, especialmente se for texturizada em taludes para maior estabilidade.
A vida útil das geomembranas de PEAD pode exceder 100 anos em condições enterradas, sem exposição significativa à radiação UV. Em exposição UV, com 2-3% de negro de fumo (conforme GRI-GM13) e temperaturas moderadas, projeta-se facilmente 30 anos ou mais, desde que haja manutenção e inspeção adequadas. É essencial que a geomembrana seja protegida contra punção (com geotêxtil de 300-600 g/m²) e que as soldas sejam controladas rigorosamente (ASTM D 4437), com ensaios de vácuo e cunha quente.
O concreto armado é outra opção robusta para impermeabilização, especialmente quando se busca alta resistência mecânica e durabilidade estrutural. Para garantir a impermeabilidade, o concreto deve ser de alta qualidade (fck 25 MPa ou superior), com baixo fator água/cimento, aditivos hidrofugantes e uma cura adequada para minimizar fissuras. A NBR 6118 (Projeto de estruturas de concreto) e a NBR 12655 (Concreto de cimento Portland – Preparo, controle, recebimento) fornecem diretrizes para o projeto e execução. Revestimentos adicionais, como argamassas poliméricas ou epóxi, podem ser aplicados sobre o concreto para aumentar a resistência química e a impermeabilidade. A escolha entre geomembrana e concreto depende de fatores como custo, tipo de produto armazenado, condições do solo e requisitos de vida útil.

5. Drenagem, Manutenção e Inspeção Periódica
A drenagem adequada da bacia de contenção é essencial para manter sua capacidade volumétrica e funcionalidade. A água de chuva acumulada na bacia reduz o volume disponível para contenção de vazamentos, comprometendo a segurança. Portanto, sistemas de drenagem devem ser projetados para remover a água pluvial de forma controlada, sem comprometer a integridade da bacia. A ABNT NBR 14605 é a referência técnica para sistemas de drenagem oleosa, especialmente em postos de combustíveis e atividades correlatas, orientando a segregação da drenagem contaminada.
Em áreas potencialmente contaminadas, a água de drenagem deve ser direcionada para um separador água-óleo (SAO) antes do descarte. O SAO, frequentemente equipado com placas coalescentes, separa a fase oleosa da água por diferença de densidade, garantindo que o efluente liberado atenda aos limites de óleos e graxas estabelecidos pela legislação, como os 20 mg/L da CONAMA 430/2011. Válvulas normalmente fechadas, operadas manualmente ou automaticamente, são instaladas nas linhas de drenagem para permitir a remoção da água de chuva e serem fechadas imediatamente em caso de vazamento, retendo o produto na bacia.
A manutenção preventiva é crucial para a longevidade e eficácia da bacia de contenção. Isso inclui a limpeza regular da bacia para remover detritos, vegetação e sedimentos que possam comprometer a drenagem ou danificar a impermeabilização. A integridade dos diques, do piso e das paredes deve ser verificada, reparando-se quaisquer fissuras ou danos. No caso de geomembranas, a inspeção visual por danos mecânicos, rasgos ou descolamentos é fundamental, com reparos sendo realizados por profissionais qualificados.
A inspeção periódica é um requisito normativo e uma boa prática de engenharia. Ela deve ser realizada por profissionais habilitados, conforme as diretrizes da NBR 17505 e as exigências dos órgãos fiscalizadores, como o IPAAM. As inspeções devem incluir a verificação da capacidade volumétrica da bacia, a integridade da impermeabilização, o funcionamento dos sistemas de drenagem e das válvulas, e a conformidade com as distâncias de segurança. Relatórios de inspeção detalhados devem ser mantidos, registrando quaisquer não conformidades e as ações corretivas implementadas.
Riscos Operacionais e Soluções
1. Risco: Contaminação do solo e da água subterrânea devido à falha na impermeabilização da bacia. Solução: Implementar um sistema de impermeabilização com geomembrana de PEAD de 2,0 mm de espessura, instalada sobre uma camada de geotêxtil de proteção de 600 g/m² e com sistema de detecção de vazamentos (leak detection system) sob a geomembrana. Realizar testes de estanqueidade periódicos na geomembrana e monitoramento da água subterrânea através de poços de monitoramento.
2. Risco: Redução da capacidade efetiva da bacia devido ao acúmulo de água de chuva ou detritos. Solução: Projetar um sistema de drenagem pluvial com válvulas de bloqueio normalmente fechadas, operadas manualmente ou por sistema automático, que direcionem a água para um separador água-óleo (SAO) com placa coalescente. Estabelecer um plano de manutenção preventiva que inclua a limpeza regular da bacia e a verificação do funcionamento das válvulas e do SAO.
3. Risco: Instabilidade estrutural dos diques da bacia, levando a rupturas e extravasamento em caso de vazamento. Solução: Realizar estudos geotécnicos detalhados para o projeto dos diques, garantindo a estabilidade dos taludes e a compactação adequada do material. Utilizar concreto armado com fck mínimo de 25 MPa e armadura dimensionada conforme NBR 6118 para diques de concreto. Implementar um programa de inspeção estrutural periódica para identificar e corrigir fissuras ou erosões antes que comprometam a integridade da estrutura.
A bacia de contenção exige volume mínimo de 100% do maior tanque (CONAMA 420 e NBR 17505), impermeabilização com geomembrana PEAD 1.5-2.5mm ou concreto fck 25MPa, separador de água e óleo conforme NBR 14605 e inspeção periódica do dique e da drenagem.
6. Por Que Confiar na Solutec AM
A Solutec AM, com sua equipe de engenheiros especializados e experiência no Polo Industrial de Manaus e na Amazônia Legal, oferece serviços de consultoria e projeto para bacias de contenção que atendem às rigorosas exigências da CONAMA 420 e da série ABNT NBR 17505. Nossas soluções de engenharia integram o dimensionamento preciso, a seleção de materiais de impermeabilização adequados, como geomembranas de PEAD e concreto de alta performance, e sistemas de drenagem eficientes com separadores água-óleo. A Solutec AM contribui para a segurança operacional e a conformidade ambiental de empreendimentos na região, fornecendo projetos que consideram as particularidades climáticas e geotécnicas locais.
Este artigo tem natureza informativa e não substitui a análise de um profissional habilitado. Todos os serviços da Solutec AM são executados com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) junto ao CREA-AM, conforme exigência legal.

Como Reduzir Seus Riscos?
❌ Risco
Ausência de ART CREA-AM: Serviços técnicos sem Anotação de Responsabilidade Técnica violam a Lei nº 6.496/1977 e expõem o contratante a embargos do CREA-AM.
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Toda execução deve incluir ART emitida por engenheiro registrado no CREA-AM, com rastreabilidade do procedimento e materiais empregados.
❌ Risco
Não conformidade normativa: Desvios de normas técnicas (ABNT NBR, ASME, NR, API) comprometem integridade operacional e podem invalidar laudos de inspeção.
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Procedimentos qualificados (PQR) e profissionais certificados garantem conformidade integral às normas aplicáveis ao escopo.
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Dossiê técnico digital com registros fotográficos, planilhas de campo e laudos assinados por engenheiro responsável.
Perguntas Frequentes
Sobre bacia contencao tanques conama 420
P:Qual o volume mínimo da bacia de contenção?
O volume mínimo da bacia de contenção para tanques de armazenamento de substâncias perigosas, conforme a Resolução CONAMA nº 420/2009, deve ser dimensionado para comportar 100% do volume do maior tanque contido, caso haja apenas um tanque ou vários tanques interligados que possam descarregar simultaneamente. No cenário de múltiplos tanques independentes dentro da mesma bacia, o volume da bacia deve ser igual a 100% do volume do maior tanque, acrescido de 10% do volume total dos demais tanques. Essa exigência visa garantir que, em caso de vazamento total do maior recipiente, ou de um incidente que afete múltiplos tanques, a bacia seja capaz de reter todo o produto derramado, evitando a contaminação do solo e da água. É fundamental que esse dimensionamento considere também um volume adicional para precipitação pluviométrica, especialmente em áreas descobertas, para que a capacidade de contenção não seja comprometida pela água da chuva. A correta avaliação desses parâmetros é crucial para a segurança ambiental e operacional da instalação.
P:Bacia de contenção precisa ter impermeabilização?
Sim, a bacia de contenção deve ser impermeabilizada, especialmente quando há risco de contato com líquidos inflamáveis, combustíveis, tóxicos ou contaminantes. O objetivo principal é prevenir a infiltração no solo, a contaminação de águas subterrâneas e o espalhamento de produtos derramados. A exigência exata varia conforme o tipo de instalação e o produto armazenado, mas para tanques aéreos de produtos perigosos, a contenção deve ser estanque, garantindo a funcionalidade de contenção sem percolação relevante para o subsolo.\n\nA necessidade de impermeabilização é fundamentada por diversas normas técnicas e regulamentações. A ABNT NBR 17505, que trata do armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis, estabelece que as bacias de contenção devem ter capacidade para conter o derrame do maior tanque, frequentemente adotando o critério de 110% do volume. Além disso, a Resolução CONAMA nº 420/2009, ao dispor sobre critérios de qualidade do solo e gerenciamento de áreas contaminadas, reforça a importância da prevenção da contaminação do solo e da água subterrânea, podendo exigir monitoramento e medidas preventivas em instalações com potencial poluidor.\n\nNa Solutec AM, a aplicação desses requisitos é rigorosa em projetos de engenharia. Ao projetar bacias de contenção para tanques de armazenamento, por exemplo, de diesel ou gasolina, a equipe assegura que o sistema de impermeabilização seja compatível com o produto armazenado, considerando aspectos como resistência química e durabilidade. Isso inclui a especificação de materiais e métodos de execução que garantam a estanqueidade, em conformidade com a ABNT NBR 9575 para seleção e projeto de impermeabilização, e a ABNT NBR 9574 para sua execução, assegurando a proteção ambiental e a segurança operacional da instalação.
P:Drenagem da bacia exige separador de água e óleo?
Sim, a drenagem da bacia de contenção, especialmente quando há risco de acúmulo de água da chuva ou de lavagem que possa conter resíduos de óleo ou outras substâncias perigosas, exige a instalação de um separador de água e óleo. A Resolução CONAMA nº 420/2009, embora não detalhe especificamente o separador, alinha-se com a legislação ambiental que proíbe o descarte direto de efluentes contaminados no meio ambiente. O separador de água e óleo é um equipamento essencial para tratar a água acumulada na bacia antes de seu descarte, removendo os contaminantes oleosos e garantindo que a água liberada atenda aos padrões de lançamento estabelecidos pelos órgãos ambientais. A operação e manutenção desse sistema são cruciais para sua eficácia, incluindo a remoção periódica do óleo retido e a limpeza dos componentes. A ausência de um sistema de tratamento adequado para a drenagem da bacia pode resultar em contaminação ambiental e em sanções legais para o empreendimento.
Resumo Estratégico
A bacia de contenção de tanques é vital para a segurança ambiental, prevenindo vazamentos de substâncias perigosas. Seu projeto e execução devem seguir rigorosamente a CONAMA 420/2009 e a ABNT NBR 17505, que definem critérios para volume, impermeabilização e distâncias de segurança. A manutenção e inspeção periódica, conforme a NR-13, são cruciais para assegurar a integridade e funcionalidade da estrutura, mitigando riscos operacionais e ambientais.
Se você gostou deste artigo, você precisa ler:
📚 Referências Normativas e Técnicas
[1] Lei nº 6.496/1977 — Institui a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
[2] Resolução CONFEA nº 1.025/2009 — Regulamenta a ART
[3] ABNT NBR ISO 9001:2015 — Sistemas de gestão da qualidade
[4] NR-13 — Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos
⚖️ Compromissos Técnicos e Legais
Responsabilidade Técnica (ART): Todos os serviços executados pela Solutec AM são acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por engenheiros registrados no CREA-AM, conforme a Lei nº 6.496/1977 e Resolução CONFEA nº 1.025/2009.
Natureza Informativa: Este artigo tem caráter técnico-consultivo. A aplicação das soluções aqui descritas exige análise individual por engenheiro habilitado, com emissão de ART e projeto executivo adequado às condições específicas de cada obra.
Aléxia Perrone
Engenheira Mecânica
CREA-AM 36950AM · RNP nº 042226912-3
Especialista em construção, montagem e manutenção industrial, com atuação em paradas de manutenção programadas e emergenciais nos segmentos industrial, petroquímico, energético e de infraestrutura. Inspetora de dutos terrestres qualificada e especialista em processos de impermeabilização com geomembranas e geotêxteis. Técnica em Eletrônica Digital e Edificações, possui 9 anos de experiência em gestão da qualidade e de obras, fabricação, soldagem e integridade industrial, com foco em segurança, qualidade e desempenho operacional na região norte.
Engenharia de integridade com rigor normativo, assegurando conformidade e segurança industrial.













