O alívio de tensões em soldagem industrial é um tratamento térmico pós-soldagem que reduz tensões residuais, melhorando a integridade e a vida útil de componentes. Seu objetivo é mitigar riscos como corrosão sob tensão (SCC), trincas por hidrogênio e fadiga. Normas como ASME B31.3, ASME VIII UCS-56 e NACE MR0175 estabelecem os requisitos mandatórios para sua aplicação.
1. O Que São Tensões Residuais e Por Que Aliviá-las
As tensões residuais são forças internas "congeladas" em um material após processos como a soldagem. Elas surgem devido à expansão e contração não uniformes do metal durante o ciclo térmico de aquecimento e resfriamento. A região soldada, ao resfriar, contrai-se, mas é impedida de fazê-lo livremente pelo metal adjacente mais frio, gerando tensões de tração.
Essas tensões podem atingir valores próximos ou até superiores ao limite de escoamento do material. O alívio de tensões, também conhecido como Tratamento Térmico Pós-Soldagem (PWHT) ou Stress Relief Annealing (SRA), é um processo crucial para mitigar esses efeitos.
O principal objetivo do alívio de tensões é reduzir essas forças internas, prevenindo uma série de problemas. Entre os riscos associados a tensões residuais elevadas estão a corrosão sob tensão (SCC), o trincamento induzido por hidrogênio (HIC) e a fadiga prematura. Além disso, o tratamento melhora a estabilidade dimensional do componente.
Ao reduzir as tensões, o material se torna menos suscetível a falhas em serviço, especialmente em ambientes agressivos ou sob carregamento cíclico. O processo envolve o aquecimento da peça a uma temperatura abaixo da faixa crítica de transformação, seguido de um tempo de permanência e resfriamento controlado. Isso permite que o material relaxe plasticamente, redistribuindo as tensões internas.
2. Quando o Alívio de Tensões é Obrigatório (ASME, NR-13)
A obrigatoriedade do alívio de tensões é determinada por uma combinação de fatores, incluindo o código de projeto, o material, a espessura do componente e as condições de serviço. Normas como ASME B31.3 para tubulações e ASME Section VIII Division 1 para vasos de pressão estabelecem critérios claros.
Para tubulações de processo, a ASME B31.3, na Tabela 331.1.1 e Seção 331, indica a necessidade de PWHT para aços carbono e baixa liga (P-1) acima de certas espessuras, tipicamente superiores a 19 mm (3/4 in), dependendo da junta e exceções. Para vasos de pressão, a ASME Section VIII, Division 1, Seção UCS-56, é a referência principal. Ela detalha os requisitos de PWHT para materiais ferríticos, geralmente exigindo o tratamento para espessuras nominais a partir de 25 mm, mas sempre com base na tabela específica para o material e categoria do componente.
A NR-13, no Brasil, que regulamenta caldeiras, vasos de pressão e tubulações, indiretamente exige o PWHT ao demandar o atendimento aos códigos de projeto e fabricação reconhecidos, como o ASME. Em reparos de equipamentos críticos, a NR-13, em conjunto com normas como ASME PCC-2, pode requerer o tratamento ou alternativas aprovadas.
Um caso crítico é o serviço com H2S (gás sulfídrico), conhecido como "sour service". Nesses ambientes, a NACE MR0175 / ISO 15156 exige frequentemente o PWHT para reduzir a dureza, aliviar tensões residuais e mitigar o risco de trincas induzidas por hidrogênio (HIC) e corrosão sob tensão por sulfeto (SSC). O tratamento é vital para a conformidade metalúrgica e a segurança operacional.
3. Temperaturas por P-Number ASME: Tabela Técnica
As temperaturas de alívio de tensões são específicas para cada tipo de material, classificadas pelos P-Numbers da ASME. Essas faixas são cruciais para garantir a eficácia do tratamento sem comprometer as propriedades metalúrgicas. A tabela a seguir apresenta as temperaturas típicas e o tempo de patamar mínimo para os grupos de materiais mais comuns em aplicações industriais. É fundamental consultar sempre o código de projeto e a especificação do material para determinar os parâmetros exatos, incluindo as tolerâncias de temperatura, que geralmente são de ±14°C no patamar.
| P-Number ASME | Tipo de Material | Faixa de Temperatura (°C) | Tempo de Patamar (Holding Time) |
|---|---|---|---|
| P-1 | Aço Carbono (Ex: A36, A283, A516) | 595 – 635 | 1h/25mm (mín. 30min) |
| P-3 | Aço Baixa Liga Ferrítica | 595 – 680 | 1h/25mm (mín. 30min) |
| P-4 | 1¼Cr-½Mo (Ex: F11) | 705 – 760 | 1h/25mm (mín. 30min) |
| P-5A | 2¼Cr-1Mo (Ex: F22) | 705 – 760 | 1h/25mm (mín. 30min) |
| P-15E | Cr-Mo Modificado (Ex: P91/P92) | 730 – 775 | 1h/25mm (mín. 30min) |
É importante notar que, para materiais como os aços Cr-Mo modificados (P91/P92), o PWHT não apenas alivia tensões, mas também é fundamental para o desenvolvimento das propriedades mecânicas desejadas, como a resistência à fluência e a tenacidade. A precisão no controle da temperatura e do tempo é, portanto, crítica para a performance a longo prazo desses componentes em serviço.
4. Procedimento: Heat-up, Holding e Cooling Controlados
O procedimento de alívio de tensões exige controle rigoroso em todas as suas fases para ser eficaz e seguro. As etapas de aquecimento (heat-up), patamar (holding) e resfriamento (cooling) são cruciais para o sucesso do tratamento.
A fase de aquecimento deve ser controlada por uma taxa máxima, tipicamente até 220°C/h para muitos aços industriais. Taxas excessivamente rápidas podem gerar novos gradientes térmicos e tensões, especialmente em peças de grande espessura ou geometria complexa. O objetivo é aquecer a peça de forma uniforme, minimizando choques térmicos.
Após atingir a temperatura de patamar especificada, a peça deve ser mantida por um período de tempo determinado, conhecido como "holding time". A regra prática comum é de 1 hora para cada 25 mm de espessura nominal, com um mínimo típico de 30 minutos. Durante este período, ocorre a relaxação por fluência (creep relaxation), onde o material se deforma plasticamente sob tensão e temperatura, aliviando as tensões residuais. A uniformidade da temperatura no patamar é vital, com diferenciais limitados, geralmente ±14°C.
A fase de resfriamento também exige controle. A taxa máxima de resfriamento é tipicamente até 280°C/h, mantida até que a temperatura da peça atinja aproximadamente 425°C. Abaixo dessa temperatura, o risco de geração de novas tensões significativas é menor, e a peça pode ser resfriada ao ar controlado, desde que não haja risco de choque térmico. O resfriamento lento e controlado é essencial para evitar a reintrodução de tensões residuais ou a formação de microestruturas indesejadas.
5. Casos Críticos: Serviço H2S e NACE MR0175
Em ambientes industriais, alguns cenários demandam atenção especial quanto ao alívio de tensões, sendo o serviço com H2S (gás sulfídrico), ou "sour service", um dos mais críticos. A presença de H2S aumenta drasticamente o risco de trincamento induzido por hidrogênio (HIC) e corrosão sob tensão por sulfeto (SSC) em materiais metálicos.
Para equipamentos e tubulações que operam em sour service, a norma NACE MR0175 / ISO 15156 é a referência principal. Esta norma estabelece critérios rigorosos para a seleção de materiais e para a necessidade de tratamento térmico pós-soldagem. O PWHT é frequentemente mandatório para reduzir a dureza da zona afetada pelo calor (ZAC) e da solda, além de aliviar as tensões residuais. A redução da dureza é crucial, pois materiais mais duros são mais suscetíveis ao trincamento em ambientes com H2S. O alívio de tensões, neste contexto, não é apenas uma boa prática, mas um requisito fundamental de segurança e integridade.
Em refinarias e plantas petroquímicas, vasos catalíticos e tubulações de alta pressão que manuseiam fluidos corrosivos ou com H2S são exemplos de componentes onde o PWHT é indispensável. A falha de um desses equipamentos pode ter consequências catastróficas, tanto em termos de segurança quanto de impacto ambiental e econômico. Portanto, a conformidade com a NACE MR0175 e a execução correta do alívio de tensões são pilares da engenharia de integridade nesses setores.
6. Vasos de Pressão ASME VIII Div 1 e Div 2
Os vasos de pressão são componentes críticos em diversas indústrias, e sua fabricação e reparo são regidos por códigos rigorosos, como a ASME Section VIII, Divisão 1 e Divisão 2. O alívio de tensões (PWHT) é um requisito fundamental para garantir a segurança e a integridade desses equipamentos.
Na ASME Section VIII, Divisão 1, a Seção UCS-56 detalha as exigências para o PWHT de materiais ferríticos. As regras são complexas e dependem da espessura nominal do componente, do P-Number do material e de outras considerações de projeto. Geralmente, para aços carbono, o PWHT é requerido para espessuras acima de 25 mm, mas há exceções e condições específicas que devem ser consultadas diretamente no código.
A Divisão 2 da ASME Section VIII, que trata de vasos de pressão alternativos com requisitos mais rigorosos de projeto e análise, também impõe exigências para o PWHT. Embora possa permitir algumas isenções sob condições específicas de projeto e análise de tensões, a necessidade de PWHT é frequentemente mantida para garantir a tenacidade e a resistência à fadiga em componentes de alta responsabilidade.
A qualificação do procedimento de PWHT é tão importante quanto a qualificação do procedimento de soldagem. Todos os parâmetros, como taxas de aquecimento e resfriamento, temperatura de patamar e tempo de permanência, devem ser rigorosamente controlados e registrados. A documentação completa do PWHT é essencial para a rastreabilidade e para a certificação do vaso de pressão, assegurando que ele atenda a todos os requisitos normativos e de segurança.
7. Consequências da Não Realização: SCC, HIC e Fadiga
A omissão do alívio de tensões quando ele é normativamente ou tecnicamente requerido pode levar a falhas catastróficas e comprometer seriamente a integridade de componentes industriais. As tensões residuais não aliviadas somam-se às tensões operacionais, criando um ambiente propício para diversos modos de falha.
Uma das consequências mais graves é a Corrosão Sob Tensão (SCC - Stress Corrosion Cracking). Em ambientes corrosivos, as tensões residuais trativas na zona soldada podem acelerar a formação e propagação de trincas, mesmo em materiais que seriam resistentes à corrosão em condições de baixa tensão. Isso é particularmente crítico em ambientes com cloretos, sulfetos (H2S) e outras substâncias agressivas.
Outro risco significativo é o Trincamento Induzido por Hidrogênio (HIC - Hydrogen Induced Cracking). Em aços endurecíveis, peças espessas e juntas altamente restritas, a presença de hidrogênio difusível, combinada com altas tensões residuais e uma microestrutura suscetível, pode levar à formação de trincas retardadas, que se manifestam horas ou dias após a soldagem.
A fadiga prematura é outra consequência comum. As tensões residuais trativas atuam como uma tensão média, reduzindo a vida em fadiga do componente. Em equipamentos sujeitos a carregamento cíclico, a ausência de PWHT pode levar a falhas muito antes da vida útil projetada. Além disso, a distorção dimensional pode ocorrer em peças grandes e restritas, causando desalinhamentos, vazamentos e problemas de montagem.
Em serviços com H2S, a não conformidade com a NACE MR0175 / ISO 15156 devido à ausência de PWHT pode resultar em trincamento por sulfeto (SSC), perda de integridade e não atendimento aos requisitos regulatórios, com sérias implicações legais e de segurança.
8. Documentação e Aplicação no PIM
A correta execução do alívio de tensões é apenas parte do processo; a documentação completa e rastreável é igualmente vital. O relatório de Stress Relief Annealing (SRA) ou Postweld Heat Treatment (PWHT) é um documento essencial que comprova a realização do tratamento térmico conforme as especificações e normas aplicáveis.
Este relatório deve conter informações detalhadas, como o procedimento qualificado utilizado, os registros de temperatura (gráficos de termopares), o tempo de patamar, as taxas de aquecimento e resfriamento, e a identificação precisa do componente tratado. A rastreabilidade é fundamental para garantir que cada peça tenha seu histórico de tratamento documentado.
No Brasil, a emissão de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) por um profissional habilitado do CREA-AM é um requisito para serviços de tratamento térmico industrial, atestando a responsabilidade técnica pela execução do processo. Esta ART deve acompanhar o relatório de PWHT e fazer parte da documentação final do equipamento.
A documentação do PWHT é um componente crítico do Plano de Inspeção e Manutenção (PIM) de equipamentos industriais, especialmente vasos de pressão e tubulações. Ela serve como prova de conformidade durante auditorias, inspeções de integridade e avaliações de risco. Em caso de reparos, a documentação do PWHT é essencial para validar a intervenção e garantir que a integridade do componente foi restaurada.
A Solutec AM possui expertise na elaboração e execução de procedimentos de alívio de tensões, garantindo a conformidade com as normas e a segurança operacional dos equipamentos industriais.
Como Reduzir Seus Riscos?
❌ Risco
Ausência de ART CREA-AM: Serviços técnicos sem Anotação de Responsabilidade Técnica violam a Lei nº 6.496/1977 e expõem o contratante a embargos do CREA-AM.
✅ Solução
Toda execução deve incluir ART emitida por engenheiro registrado no CREA-AM, com rastreabilidade do procedimento e materiais empregados.
❌ Risco
Não conformidade normativa: Desvios de normas técnicas (ABNT NBR, ASME, NR, API) comprometem integridade operacional e podem invalidar laudos de inspeção.
✅ Solução
Procedimentos qualificados (PQR) e profissionais certificados garantem conformidade integral às normas aplicáveis ao escopo.
❌ Risco
Rastreabilidade insuficiente: Sem dossiê técnico QA/QC completo, auditorias e manutenções preventivas tornam-se impraticáveis, elevando riscos operacionais.
✅ Solução
Dossiê técnico digital com registros fotográficos, planilhas de campo e laudos assinados por engenheiro responsável.
Perguntas Frequentes
Sobre alivio tensoes soldagem industrial vasos pressao
P:Qual a diferença entre alívio de tensões e tratamento térmico pleno?
O tratamento térmico de alívio de tensões, ou PWHT, reduz tensões residuais após soldagem, prevenindo trincas sem alterar significativamente a microestrutura. Realizado abaixo do ponto de transformação, tipicamente entre 590–675 °C para aços carbono e baixa liga, conforme ASME VIII-1, UCS-56, e ASME B31.3, 331.1.3. O tempo de permanência é de uma hora por polegada de espessura, especificado em UCS-56. Metalurgicamente, ocorre por escoamento em alta temperatura e rearranjo de discordâncias, com pequena redução de dureza e sem mudança de fase planejada. É exigido para garantir integridade em serviços severos, como em ambientes com H₂S, conforme NACE MR0175/ISO 15156.\n\nEm contraste, o tratamento térmico pleno é um termo genérico para processos realizados acima da temperatura crítica, modificando profundamente a microestrutura e as propriedades mecânicas. Exemplos incluem a normalização (aquecimento acima de Ac₃/Ac₁ e resfriamento ao ar) e o recozimento pleno (aquecimento acima de Ac₃/Ac₁ e resfriamento lento no forno).\n\nO objetivo principal desses tratamentos é obter propriedades mecânicas específicas, como limite de escoamento, tenacidade e dureza, além de refinar grãos. A faixa de temperatura utilizada está acima dos pontos críticos (A₁/A₃ para aços), envolvendo transformações de fases como ferrita-austenita, resultando em alterações microestruturais e de propriedades mais profundas que o alívio de tensões.
P:Quando o alívio de tensões é obrigatório segundo ASME B31.3?
O alívio de tensões, ou Tratamento Térmico Pós-Soldagem (PWHT), é um requisito crítico no projeto e fabricação de tubulações, conforme detalhado no código ASME B31.3. A obrigatoriedade do PWHT é determinada por uma combinação de fatores, incluindo o tipo de material, a espessura nominal da solda e a categoria de serviço do fluido. O parágrafo 331 do ASME B31.3 e suas tabelas associadas, como a Tabela 331.1.1, fornecem as diretrizes específicas para a aplicação do PWHT.\n\nPara aços carbono e baixa liga (P-No. 1, 3), o PWHT geralmente é dispensado para espessuras abaixo de um determinado limite. No entanto, torna-se obrigatório à medida que a espessura aumenta, ou em casos onde o pré-aquecimento não é suficiente para mitigar as tensões residuais. Em contraste, aços cromo-molibdênio (P-No. 4, 5A, 5B), devido à sua maior suscetibilidade a trincas retardadas, exigem PWHT em espessuras significativamente menores. A seleção do P-Number é baseada na classificação de materiais da ASME BPVC Seção IX, QW-420.\n\nAlém da espessura e do material, a categoria de serviço do fluido também influencia a decisão de aplicar o PWHT. Serviços severos, de alta pressão ou baixa temperatura podem exigir o tratamento mesmo quando a espessura ou o material, por si só, não o fariam. É fundamental consultar a edição vigente do ASME B31.3 para determinar os requisitos exatos, garantindo a integridade e segurança do sistema de tubulação.
P:Como o serviço H2S afeta a necessidade de stress relief (NACE MR0175)?
O serviço H2S impõe requisitos adicionais de tratamento térmico de alívio de tensões (TTAT/PWHT) para mitigar a fragilização por hidrogênio e a Trinca por Estresse de Sulfeto (SSC). A norma NACE MR0175/ISO 15156 frequentemente exige PWHT, mesmo quando normas como ASME B31.3 ou ASME VIII não o fariam, devido à sua preocupação primordial com a dureza e tensões residuais.\n\nUm dos principais impactos é o controle de dureza. A NACE MR0175/ISO 15156-2, cláusulas 7.2 e 7.3, limita a dureza máxima de aços carbono e baixa liga expostos ao H2S, tipicamente a aproximadamente 22 HRC (250 HV). Sem alívio de tensões, soldas em aços C-Mn (P-No.1, P-No.3) frequentemente excedem esse limite na Zona Afetada pelo Calor (ZAC) ou no metal de solda. O PWHT reduz a dureza, permitindo que o material atenda aos limites da NACE e seja qualificado para serviço H2S.\n\nAlém disso, a NACE MR0175/ISO 15156 (Parte 1) considera a tensão de tração aplicada e residual como um fator crítico para SSC. Tensões residuais de soldagem, combinadas com hidrogênio e alta dureza, formam o tripé clássico de SSC. O TTAT, em faixas típicas de 600–650 °C para aços C-Mn, promove o revenimento da martensita/bainita na ZAC e a reorientação de discordâncias, reduzindo o limite de escoamento local e a tensão residual, mitigando assim o risco de SSC.
Resumo Estratégico
O alívio de tensões em soldagem é um tratamento térmico essencial para a integridade estrutural de componentes. Este procedimento, regido por normas como ASME B31.3 e NR-13, mitiga tensões residuais, prevenindo falhas por corrosão sob tensão e fadiga. A aplicação correta, com controle de temperatura e tempo de patamar conforme ASME VIII, é fundamental para a segurança e conformidade de vasos de pressão e tubulações industriais.
Se você gostou deste artigo, você precisa ler:
📚 Referências Normativas e Técnicas
[1] Lei nº 6.496/1977 — Institui a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
[2] Resolução CONFEA nº 1.025/2009 — Regulamenta a ART
[3] ABNT NBR ISO 9001:2015 — Sistemas de gestão da qualidade
[4] NR-13 — Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos
⚖️ Compromissos Técnicos e Legais
Responsabilidade Técnica (ART): Todos os serviços executados pela Solutec AM são acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por engenheiros registrados no CREA-AM, conforme a Lei nº 6.496/1977 e Resolução CONFEA nº 1.025/2009.
Natureza Informativa: Este artigo tem caráter técnico-consultivo. A aplicação das soluções aqui descritas exige análise individual por engenheiro habilitado, com emissão de ART e projeto executivo adequado às condições específicas de cada obra.
Aléxia Perrone
Engenheira Mecânica
CREA-AM 36950AM · RNP nº 042226912-3
Especialista em construção, montagem e manutenção industrial, com atuação em paradas de manutenção programadas e emergenciais nos segmentos industrial, petroquímico, energético e de infraestrutura. Inspetora de dutos terrestres qualificada e especialista em processos de impermeabilização com geomembranas e geotêxteis. Técnica em Eletrônica Digital e Edificações, possui 9 anos de experiência em gestão da qualidade e de obras, fabricação, soldagem e integridade industrial, com foco em segurança, qualidade e desempenho operacional na região norte.
Tratamentos térmicos industriais com rigor técnico e conformidade normativa para a segurança e durabilidade de seus ativos.













